Menu
Política & Poder

Dilma vai anunciar medida provisória sobre temas vetados no Código Florestal, diz senador

Arquivo Geral

25/05/2012 14h13

O senador Jorge Viana (PT-AC) informou no Senado, no início da tarde desta sexta-feira (26), que a presidenta Dilma Rousseff vai editar medida provisória sobre temas vetados no Código Florestal Brasileiro aprovado pelo Congresso. Entre os itens discutidos, a anistia a produtores que desmataram áreas de preservação permanente.  Haverá obrigação de se recompor as áreas desmatadas ilegalmente, segundo o senador.

 

Viana, um dos relatores do Código Florestal no Senado, junto com o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), esteve no final da manhã no Palácio do Planalto, onde recebeu a informação, a ser divulgada oficialmente apenas às 14h desta tarde, em entrevista coletiva com os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas.

 

“A presidenta vai tirar do texto aprovado tudo que implicar em novos desmatamentos e em anistia aos produtores rurais que desmataram [áreas de preservação permanente]. Está mais do que na hora de virarmos a página da insegurança jurídica [com relação ao tema]”, disse o senador, referindo-se à decisão de editar medida provisória para preencher as lacunas legais geradas a partir do possível veto a trechos do Código Florestal.

 

De acordo com o senador, a medida provisória dará tratamento diferenciado a pequenos produtores e agricultores familiares com propriedades até 2 módulos rurais. Deve fazer parte da nova legislação, conforme Jorge Viana, a obrigação de recomposição ambiental das reservas que foram desmatadas ilegalmente. Também deve ser incluída na medida provisória a proibição a novos desmatamentos.

 

 Segundo Jorge Viana, a medida provisória texto não incluirá anistia para os produtores rurais que desmataram área de preservação a partir de 2008, inviabilizando uma das principais mudanças obtidas pela bancada ruralista na aprovação do Código Florestal. Por conta da vitória ruralista, o texto aprovado pela Câmara, no fim de abril, deixou fora pontos que haviam sido negociados pelo governo durante a tramitação no Senado.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado