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Política & Poder

DF terá casas para acolher dependentes químicos e combater recaídas

Arquivo Geral

16/11/2012 8h41

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

O Buriti se prepara para  assinar um termo de adesão ao programa nacional de combate ao crack do Governo Federal, no próximo mês. Segundo o secretário de Justiça, Alírio Neto, a parceria está na fase de ajustes finais e envolve investimento superior a  R$ 60 milhões, dos cofres da União, para o reforço na luta contra consumo da droga do Distrito Federal.

 

Alírio contou que o projeto contará com ações conjuntas das secretarias  de Justiça, Saúde e Segurança, sob supervisão da Casa Civil. Mesmo antes das assinaturas, o secretário comentou que as pastas já estão trabalhando no projeto. Até o fim do ano, a meta governista é ter 10  Centros de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS) em funcionamento. Hoje são sete.

 

Além disso haverá um reforço importante. “Estamos trazendo as Casas de Acolhimento. O grande problema ao tratar a dependência química  surge quando o usuário retorna para a sociedade. Ouve-se muito: fulano foi para a clínica, voltou, passou três meses e teve recaída. As Casas de Acolhimento tentarão fazer com que essas pessoas saiam do ciclo da droga”, comentou.

 

Em condições normais, as Casas de Acolhimento só recebem pacientes após o  tratamento, para desintoxicação e reabilitação. O dependente ficará sob observação de especialistas dentro de um prazo entre seis meses e um ano, com cursos profissionalizantes e inserção no mercado de trabalho. Está prevista a construção de  unidades no Plano Piloto, Taguatinga e Ceilândia e existe a possibilidade de uma quarta em Planaltina.

 

“A grande dificuldade que temos após recuperar a pessoa é a volta para o círculo social. Se ela voltar para o mesmo meio onde tem contato com o uso da substância química, retomará o consumo rapidamente”, explicou o secretário. Na área de repressão também se espera aporte de equipamentos e treinamento específico para policiais.

 

Para Alírio, as iniciativas pontuais são necessárias, bem como ações de tratamento e repressão,  mas é preciso desenvolver uma política pública nacional de enfrentamento às drogas focada na prevenção.  De acordo com o secretário, pesquisas são categóricas em mostrar os baixos índices de reabilitação plena dos usuários. “Tráfico é comércio. No capitalismo temos um lei básica da oferta e da procura. Se não tiver procura, não tem oferta. Temos que evitar a experimentação das drogas”, ponderou.

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