Francisco Dutra
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Peniel Pacheco (PDT) classifica o fim prematuro da candidatura para o Governo do Distrito Federal como uma demissão sem justa causa. Segundo o ex-candidato, o PDT foi desleal quando passou a analisar o sacrifício da cabeça de chapa em busca de coligações. Neste momento, o partido estuda ingressar em quatro projetos. A lista é composta pelas candidaturas majoritárias de Rodrigo Rollemberg (PSB), Eliana Pedrosa (Pros), Rogério Rosso (PSD) ou Ibaneis Rocha (MDB).
“Eu fui desconvidado da condição de candidato. Fui dispensado. Digo até que foi sem aviso prévio. Foi demissão sem justa causa. O processo político é dinâmico. Agora, a forma como se faz é importante. Para não passar justamente essa impressão de que o partido está incerto, deixando para última hora e sem o mínimo de análise de cenário. O que daria o mínimo de coerência. Já elegemos dois governadores dessa cidade. Mas agora nunca fizemos as coisas desta forma atabalhoada e atirando para todo lado. Para mim, esta falta de postura é nosso grande erro”, critica Pacheco.

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
Sem conseguir aliados para garantir um palanque para o candidato à Presidência da Republica, Ciro Gomes (PDT) e preocupado com as condições de competição dos candidatos para deputado distrital e federal, o diretório regional colocou a candidatura de Peniel em cima do muro. “Foi uma atitude desleal. Foi deslealde. Eu sempre agi durante esse processo com absoluta transparência e total lealdade. E eu esperava a mesma coisa por parte de alguns, que infelizmente já estavam articulando outras possibilidades e aberturas à revelia do centro de discussão”, rebate o ex-candidato.
Segundo Peniel, a candidatura própria era importante para o futuro do partido. “Quando Brizola era vivo, ele dizia que nem que se fosse o pipoqueiro da esquina nós teríamos de ter candidato. Porque o partido tem que levar sua mensagem, seu discurso, suas ideias, suas propostas, sua história para que a população avalie. Toda fez que a gente se alia a outra campanha, a gente acaba se tornando apêndice de um projeto”, argumenta, fazendo referência à postura do finado líder do partido Leonel Brizola.

Peniel Pacheco (PDT). Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília