O advogado Bruno Braga, que defende o ex-deputado federal Bispo Rodrigues (PL-RJ) no julgamento do mensalão, disse hoje (13) que os R$ 150 mil entregues ao parlamentar em 2003 se destinavam à quitação de dívidas de campanha do PT. Braga foi o primeiro advogado a ocupar a tribuna na retomada do julgamento da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira.
Segundo Braga, a dívida petista surgiu no segundo turno da campanha presidencial de 2002, quando o PL-RJ (hoje PR) decidiu apoiar o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira opção da legenda, Anthony Garotinho, não passou do primeiro turno. “Mesmo após o compromisso de ajudar o PT, o presidente do PT no Rio de Janeiro não deu qualquer ajuda financeira ou material de campanha”, explicou Braga.
Procurado, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse para a campanha continuar porque os acertos viriam depois, segundo narrou o advogado. Braga disse que a dívida só foi quitada pelo PT no final de 2003, e que o valor é justamente o que o Ministério Público Federal (MPF) considera, de acordo com o que consta da denúncia, como pagamento do mensalão. Para o advogado, a interpretação é errônea.