Menu
Política & Poder

Defesa de Bolsonaro cita PGR e pede que Moraes mantenha prisão domiciliar

Os advogados citam que a PGR considerou não haver falta disciplinar e se manifestou pelo prosseguimento da prisão domiciliar.

Redação Jornal de Brasília

02/07/2026 22h06

Foto: Evaristo Sa/AFP

Foto: Evaristo Sa/AFP

Brasília, 2 – A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afaste qualquer falta grave no episódio da arma do ex-presidente apreendida em blitz. O documento anexado aos autos nesta quinta-feira, 2, pede a manutenção da prisão domiciliar. Como argumento, os advogados citam parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) de quarta-feira, 1.

O texto da defesa foi protocolado em resposta a despacho de Moraes, que havia determinado a manifestação das partes sobre o relatório final do inquérito policial que apura o caso, conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal.

Segundo a defesa, as conclusões da autoridade policial convergem com os argumentos já apresentados por Bolsonaro. O inquérito reconheceu que o ex-presidente possuía registro válido da arma de fogo e que não havia restrições conhecidas que impedissem sua guarda regular na residência. Com base nisso, a polícia afastou a materialidade e a conduta dolosa de eventual crime atribuível a Bolsonaro.

As investigações também apontaram que a retirada do armamento de casa partiu de iniciativa exclusiva do servidor Estácio Leite da Silva Filho. Não haveria elemento, segundo o inquérito, que permita concluir que Bolsonaro determinou ou autorizou o transporte da arma para fora do imóvel.

Os advogados citam que a PGR considerou não haver falta disciplinar e se manifestou pelo prosseguimento da prisão domiciliar.

A defesa reitera ainda que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma apreendida, ponto já informado anteriormente nos autos e também registrado pela PGR.

Diante disso, os advogados pedem que Moraes reconheça que os elementos do inquérito reforçam a tese da defesa e afaste de forma definitiva qualquer cogitação de falta grave. Também pedem pela manutenção da prisão nos moldes atuais considerando, inclusive, as razões médicas.

Estadão Conteúdo 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado