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Política & Poder

CPI quebra sigilos da Delta Centro-Oeste e de pessoas ligadas a Cachoeira

Arquivo Geral

18/05/2012 10h10

Pessoas físicas e jurídicas ligadas a Carlinhos Cachoeira terão os sigilos telefônico, bancário e fiscal quebrados, conforme decidiu a CPI mista que investiga a relação do contraventor goiano com agentes públicos e privados.

 

 

Entre os atingidos pela medida, estão o ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu e Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, ex-sargento da Aeronáutica preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, sob acusação de ser informante e braço direito de Cachoeira. A própria Delta teve o sigilo quebrado, porém apenas das filiais em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal.

 

 

Ao todo, foram aprovados 37 requerimentos de quebra de sigilo e 51 para a realização de depoimentos. Além de Abreu e Dadá, Giovani Pereira da Silva, apontado como responsável pela movimentação de todo o dinheiro da organização chefiada por Cachoeira, também terá as informações bancárias, telefônicas e fiscais colocadas à disposição da CPI.

 

 

Entre as pessoas jurídicas que terão seus dados revelados estão a Brava Construções e a Alberto & Pantoja. Segundo a Polícia Federal, são empresas de fachada, criadas para receber dinheiro sujo da Delta, que têm o mesmo endereço: um prédio numa cidade-satélite de Brasília onde funciona uma oficina mecânica.

 

 

Convocações

Entre os depoimentos aprovados, está o do ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Cláudio Monteiro, que teria negociado propina para favorecer a Delta em contratos de prestação de serviços de recolhimento de lixo em Brasília e região.

 

 

A ex-mulher de Cachoeira, Andréa Aprígio, foi chamada; assim como o ex-cunhado, Adriano Aprígio; o sobrinho Leonardo Almeida Ramos; o pai, Sebastião de Almeida Ramos; e o irmão Marcos de Almeida Ramos.

 

 

Delta

Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) protestaram porque não houve quebra de sigilo de filiais da Delta no Sudeste, no Sul e do ex-sócio Fernando Cavendish.   O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), sugeriu o adiamento da votação dos demais requerimentos para a próxima reunião administrativa, em 5 de junho. “Ficou patente a relação do governador de Goiás e de Sérgio Cabral com negócios de Cachoeira. Esta investigação é selecionada, sem ir ao fundo desta CPI. É um mau começo”, protestou Randolfe.

 

 

Segundo Taques, há notícias de que a Delta já estaria dilapidando seu patrimônio, por isso o assunto não poderia ser deixado para 5 de junho.

 

 

A CPI volta a se reunir terça-feira, quando será ouvido Carlinhos Cachoeira. Em seguida, Gleyb Ferreira da Cruz, Lenine Araújo de Souza, José Olympio de Queiroga Neto e Idalberto Matias de Araújo.

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