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CPI quebra o sigilo de líder do governo Bolsonaro

Senadores querem apurar a ligação do deputado com a negociação para a compra da vacina indiana Covaxin

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Os senadores da CPI da Covid aprovaram requerimento que prevê a quebra de sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário do líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Os parlamentares da comissão querem apurar a ligação do deputado com a negociação para a compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado por suspeitas de irregularidades.

Em depoimento à CPI, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que levou as suspeitas ao presidente Jair Bolsonaro pessoalmente. Bolsonaro então teria dito que era um “rolo” do líder do governo.

Os senadores também pedirão o afastamento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro. Conhecida como “Capitã Cloroquina”, Mayra defende que a covid-19 seja combatida também com medicamentos ineficazes contra a doença.

Antes da abertura da sessão, o presidente Omar Aziz (PSD-AM) declarou que a CPI vai fazer o pedido ao Ministério e também à Justiça. “Ela não tem mais condições de ficar ali depois do que vocês viram, do que o Brasil assistiu. Sinceramente, não dá para o ministro Queiroga manter na sua equipe uma pessoa que pensa totalmente diferente da ciência”, declarou Aziz.

Quanto à convocação do ministro da Defesa, general Braga Netto, o requerimento será retirado de pauta pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O parlamentar disse que apresentará depois o pedido “para deixar mais claro a quem não se deu o trabalho de analisar”. Segundo Vieira, Braga Netto coordenava ações de diversos ministérios e de outros órgãos, como o BNDES e a Anvisa. “Se esse cidadão não precisa ser ouvido em uma CPI que investiga ações e omissões do governo federal, eu tenho dúvidas de quem precisa”, disparou.

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