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CPI retira pedido de quebra de sigilo da Jovem Pan: “Foi um equívoco”

Relator Renan Calheiros pediu desculpas pelo requerimento e se mostrou a favor da liberdade de expressão

Por Willian Matos 03/08/2021 9h48
Renan Calheiros Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após a repercussão negativa da notícia de que a CPI da Pandemia pediria a quebra de sigilo de dados bancários da rádio Jovem Pan, o relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), declarou que o pedido foi retirado de pauta e não será votado.

O pedido de quebra de sigilo “foi um equívoco que aconteceu na nossa ausência que em Brasília durante o recesso compulsório”, afirmou Calheiros. A CPI esteve de recesso durante os últimos 15 dias. “Nós já retiramos esse requerimento”, prosseguiu.

O senador não deu nomes dos responsáveis pelo requerimento, mas pediu desculpas pela situação. “Não sei de quem é a culpa. Eu sei que, da minha parte, nada que possa respingar na liberdade de expressão vai ter a minha aceitação”, assegurou.

Calheiros declarou que não pretende usar os 90 dias restantes que a CPI ainda tem para investigação. A comissão pediu prorrogação dos trabalhos em julho, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), atendeu. “Mas a gente nunca sabe. CPI você sabe como começa, mas não sabe como termina”, disse Renan.

A CPI retorna aos trabalhos hoje com a oitiva do reverendo Amilton Gomes de Paula, presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah). Amilton é apontado como o elo entre a Davati, que tentou vender 400 milhões de vacinas ao governo, e o Ministério da Saúde.  A comissão investiga por que o Ministério ouviu a Davati com rapidez em detrimento de fabricantes conceituadas de vacina. “Queremos saber de onde vem essa influência toda do reverendo Amilton”, disse o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).








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