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CPI da Covid: Mortalidade na segunda onda aumentou 180%

Ao comparar os picos de casos e óbitos entre a primeira e a segunda onda da covid-19 no Brasil, os casos haviam aumentado 68% e as mortes 180%

Por Geovanna Bispo 05/05/2021 4h30
CPI da Covid Foto Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta quarta-feira (05) em depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, que, em conta realizada pelo próprio, ao comparar os picos de casos e óbitos entre a primeira e a segunda onda da covid-19 no Brasil, os casos haviam aumentado 68% e as mortes 180%.

O ex-ministro explicou ainda que, se o sistema de saúde brasileiro fosse mais eficiente e se tivesse ocorrido um controle da transmissão, não teríamos tantas mortes. “Não é só dinheiro que faz diferença, é como o sistema funciona.” Atualmente, o país já acumula 412 mil mortes e 14,9 milhões de casos.

Anteriormente, Teich afirmou que antes mesmo da chegada da Covid no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) já trabalhava no limite. “Para ele poder se adaptar rapidamente a covid, ele teve que sacrificar as outras doenças.”

Teich citou o problema das variantes e as incertezas que envolvem as vacinas. “Então aquela realidade daquele momento é a mesma realidade de hoje. Quando é que isso vai acabar, que tamanho que vai ser esse problema, a gente ainda não sabe.”

“Em relação à calamidade, à situação, eu me lembro, eu acho que foi a primeira coletiva, que em perguntaram quando é que ia acabar pandemia, onde é que isso ia chegar, e eu me lembro que eu falei, ‘olha, eu não sei, ninguém sabe’, porque naquela época tinha muito modelo matemático, muita projeção que era feita, e o que que acontece? A pandemia, ela traz uma situação única, ela tem uma extrema incerteza, um extremo desconhecimento”, respondeu Teich.






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