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CPI aprova requerimento para que PGR e TCU suspendam contratos entre governo e FIB Bank

Comissão recebe hoje o advogado Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto da FIB Bank

Foto: Agência Senado

A CPI da Pandemia aprovou nesta terça-feira (14) um requerimento para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) defenda a suspensão de contratos do governo federal que possuam garantias do FIB Bank. Apesar do nome, a FIB não é uma instituição financeira.

Os senadores também pediram que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditoria desses acordos. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), líder da bancada feminina no Senado, ressaltou que a FIB Bank não tem condições de honrar esses compromissos, uma vez que, segundo as investigações, os terrenos que compõem o capital social da empresa não existem.

A comissão recebe hoje o advogado Marcos Tolentino, apontado como sócio-oculto da FIB Bank, que emitiu uma carta-fiança de R$ 80,7 milhões como garantia à Precisa Medicamentos no negócio firmado junto ao Ministério da Saúde.

Tolentino disse que não é sócio da empresa. “Eu, Marcos Tolentino, afirmo que não possui qualquer participação na sociedade [da FIB Bank]”, disse o empresário, no início do depoimento.

Sendo assim, os senadores não sabem, de fato, quem é o dono da tal FIB Bank. A CPI já recebeu Roberto Ramos Júnior, que se diz presidente da entidade, mas negou ter conhecimento sobre diversas questões. A comissão tenta entender a ligação entre FIB Bank e as empresas MB Guassu e Pico do Juazeiro.

Sobre a ligação com o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), Marcos Tolentino assumiu ser amigo de Barros, mas negou qualquer ligação profissional. O empresário classificou o deputado como “conhecido de muitos anos”. “Até hoje mantenho vínculo de respeito e amizade, nada mais do que isso”. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), chegou a dizer ao depoente o seguinte: “Se o Sr está aqui hoje, isso se deve ao deputado Ricardo Barros.”

A CPI investiga um suposto esquema no Ministério da Saúde que seria coordenado por Barros. O deputado seria sócio da FIB Bank. A informação foi negada por diversos depoentes.

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