A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados realiza audiência pública a partir das 14h desta terça-feira (4) para debater a contratação pelo Banco do Brasil da Cobra/BBTS.
A instituição continua se movimentando para transferir suas operações de recuperação de crédito, hoje conduzidas por 117 empresas de cobrança extrajudicial, que operam no segmento de dívidas vencidas a partir de 61 dias, abaixo de 400 mil reais.
No entanto, uma última decisão proferida pela 3ª Vara Civil da Comarca de Campo Grande, foi deferida liminar que suspende a contratação direta pelo Banco do Brasil da Cobra Tecnologia de empresas para fornecimento de mão de obra.
Diante da quarta derrota no judiciário, o BB promoveu uma renovação emergencial nos contratos das 117 empresas, por tempo indeterminado “até que se resolva definitivamente a questão judicial”, segundo o banco.
A operação das 117 empresas está presente em todos os Estados do território nacional. A Cobra pretende concentrar o processo de recuperação apenas nas praças de Salvador, Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Esclarecimento
O deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), que propôs o debate, explica que, em 1999, o Banco do Brasil iniciou o processo de terceirização dos serviços de cobrança extrajudicial.
“Hoje são 117 empresas e cerca de 5 mil funcionários”, contabiliza o parlamentar. Ele afirma que essas empresas trabalham em contratos emergenciais, com muita insegurança jurídica. “Em abril deste ano, o Banco do Brasil realizou uma dispensa de licitação contratando diretamente a empresa BBTS do Conglomerado BB para a realização de cobrança extrajudicial de dívidas.”
Joaquim Passarinho quer que o Banco do Brasil esclareça se pretende alterar os serviços de recuperação de crédito extrajudicial e quais são os ganhos advindos para o banco e para o cidadão brasileiro.