Rudolfo Lago
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A corrida eleitoral para escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2013, começou oficialmente ontem, um dia depois de decretado o fim dos trabalhos do ano legislativo. A oficialização da disputa se deu com o lançamento do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), candidato avulso ao cargo. Uma carta, assinada por todos os 32 integrantes da bancada do PSB, foi enviada aos 513 deputados, apresentando a candidatura.
Embora ainda não tenham oficializado suas candidaturas, também estão no páreo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e a atual primeira vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (ES). Tal situação pode tornar o resultado imprevisível, levando a eleição para um segundo turno. Tal quadro se assemelharia ao que levou à eleição de Severino Cavalcanti em 2005.
A candidatura de Júlio Delgado é mais um evento da declaração de independência do PSB, rumo ao lançamento da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República em 2014, contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Eduardo ajudou a articular para que a candidatura de Júlio Delgado não fosse apresentada como um desejo isolado do deputado, mas escolha de toda a bancada do partido. Assim, é o PSB quem apresenta aos parlamentares a candidatura de Júlio na carta, que tem como título “Uma Câmara para valer – respeitando e ouvindo você”.
A candidatura de Júlio compromete o acerto feito entre as bancadas do PT e do PMDB quando da eleição do atual presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Na ocasião, os dois partidos, que têm as maiores bancadas, acertaram que Maia seria substituído por alguém do PMDB, e o nome escolhido foi o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN).
“Nosso compromisso é com a renovação das práticas políticas, buscando maior sintonia com a maioria dos deputados e com a sociedade”, diz a carta. O argumento usado pelos deputados do PSB é que a candidatura única de Henrique Alves “impede o debate interno e impõe a manutenção de um modelo de gestão já esgotado”.