Menu
Política & Poder

Começou a corrida para sucessão na Câmara dos Deputados

Arquivo Geral

21/12/2012 8h37

Rudolfo Lago

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

A corrida eleitoral para escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2013, começou oficialmente ontem, um dia depois de  decretado o fim dos trabalhos do ano legislativo. A oficialização da disputa se deu com o lançamento do deputado Júlio Delgado (PSB-MG), candidato avulso ao cargo. Uma carta, assinada por todos os 32 integrantes da bancada do PSB, foi enviada aos 513 deputados, apresentando a candidatura.

 

Embora ainda não tenham oficializado suas candidaturas, também estão no páreo o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), e a atual primeira vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (ES). Tal situação pode tornar o resultado imprevisível, levando a eleição para um segundo turno. Tal quadro se assemelharia ao que levou à eleição de Severino Cavalcanti em 2005.

 

A candidatura de Júlio Delgado é mais um evento da declaração de independência do PSB, rumo ao lançamento da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência da República em 2014, contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

 

Eduardo ajudou a articular para que a candidatura de Júlio Delgado não fosse apresentada como um desejo isolado do deputado, mas  escolha de toda a bancada do partido. Assim, é o PSB quem apresenta aos  parlamentares a candidatura de Júlio na carta, que tem como título “Uma Câmara para valer – respeitando e ouvindo você”.

 

A candidatura de Júlio compromete o acerto feito entre as bancadas do PT e do PMDB quando da eleição do atual presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Na ocasião, os dois partidos, que têm as maiores bancadas, acertaram que Maia seria substituído por alguém do PMDB, e o nome escolhido foi o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN).

 

“Nosso compromisso é com a renovação das práticas políticas, buscando maior sintonia com a maioria dos deputados e com a sociedade”, diz a carta. O argumento usado pelos deputados do PSB é que a candidatura única de Henrique Alves “impede o debate interno e impõe a manutenção de um modelo de gestão já esgotado”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado