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Política & Poder

Comando reforçado

Arquivo Geral

24/04/2013 9h00

O Buriti intensificou a aproximação com os deputados distritais e partidos da base aliada. Neste sentindo, o governador Agnelo Queiroz centralizou em seu gabinete o comando da articulação política. Com a antecipação da corrida eleitoral, o governador quer estar a par da tramitação de emendas e preservar sua base na Câmara.  

    

A articulação política do GDF não conta com um titular formalmente designado desde a saída do ex-secretário de Governo Paulo Tadeu para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Nas últimas semanas, ficou claro que o governador decidiu tomar essa função para si. 

 

Para isso, Agnelo definiu cinco nomes para atuar como seus interlocutores: o presidente regional do PT, deputado federal, Roberto Policarpo, o secretário do Conselho de Governo, Roberto Wagner, o assessor especial da Governadoria, Abdon Henrique, o chefe de gabinete do governador, Raimundo Júnior e, a líder de governo na Câmara, Arlete Sampaio.

 

Eleições nas ruas

“Esse movimento de maior aproximação política ocorreu por obra, ou graça, do Palácio do Planalto, de Aécio Neves e Eduardo Campos. Por causa deles, as eleições nacionais estão nas ruas”, comentou Roberto Wagner.    

 

Dentro do contexto nacional, o secretário avalia que Brasília não poderia ser diferente e o governador percebeu isso. “Essa relação do governador com os deputados da base é indelegável”, explicou o secretário do Conselho de Governo. E, especialmente, entre os deputados distritais as palavras diretas do governador tem um grande peso político.

 

“O governador tem centralizado a articulação. Cada vez mais ele vem conversando com os deputados e chamado-os mais para participar de ações de governo, como inaugurações”, reforçou Policarpo.

 

Dentro do planejado

Apesar da instabilidades na base, a exemplo da recente batalha entre deputados e governo pelo comando da Comissão de Assuntos Fundiários, Policarpo considera que a preservação da base caminha dentro do planejado. Ao contrário do que aconteceu nos governos Roriz e Arruda, Agnelo conseguiu emplacar a presidência da Câmara por dois biênios, além de garantir uma sequência de projetos aprovados pelos distritais.

 

Nestes tempos de disputa eleitoral antecipada, Roberto Policarpo avalia que o governo precisa de atenção redobrada aos partidos. Acha que os laços entre o GDF e as legendas nestes últimos dois anos se provaram mais frágeis do que as ligações entre o Executivo e os distritais.

 

Quando o PDT deixou a base, o deputado Israel Batista ficou  com o Buriti. Após o rompimento entre GDF e PPS, Alírio Neto, Cláudio Abrantes e Luzia de Paula deixaram o partido. Hoje, os quatro  estão no PEN. O PSB também abandonou a base.

 

Cuidado especial

“O cuidado com os partidos precisa ser especial”, resumiu Policarpo. A preocupação com as siglas também tem outra explicação. Atualmente, as forças políticas trabalham projetos de poder baseados em amplas alianças. Desta forma, quanto mais siglas estiverem longe do GDF, maiores serão as possibilidades para a oposição aglutinar os dissidentes.

 

“Como  Napoleão perdeu a guerra? Quando ele não ouviu os generais e invadiu um país gigantesco como a Rússia no inverno”, argumentou Roberto Wagner. Hoje, a base governista é composta por PT, PMDB, PRB, PV, PSC, PCdoB, PTdoB, PTC, PRP, PHS, PSL, PP, PTB, PPL, PTN, PR e PEN. 

 
 

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