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Ciro deve ter vice do próprio PDT, e partido troca afagos com Haddad em SP

De acordo com o calendário eleitoral, o prazo final para os partidos fazerem as convenções se encerra na sexta-feira (5)

Por FolhaPress 03/08/2022 8h11
Em entrevista ao podcast ‘Flow’ candidato à presidência do Brasil foi questionado sobre os ET´s

Mariana Zylberkan e Artur Rodrigues
São Paulo, SP

Sem alianças a curto prazo, o PDT deve lançar candidato próprio a vice de Ciro Gomes na disputa pela Presidência da República. A única certeza continua sendo a escolha por uma mulher.

A decisão deve ser anunciada nesta quinta-feira (4) durante convenção do partido em São Paulo para lançar o ex-prefeito de Santana de Parnaíba Elvis Cezar à disputa pelo governo paulista.

De acordo com o calendário eleitoral, o prazo final para os partidos fazerem as convenções se encerra na sexta-feira (5).

Nos últimos dias, o partido de Ciro Gomes foi alvo de investidas do PT paulista.

O candidato petista ao governo do estado, Fernando Haddad, citou o partido durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (3).

“Está faltando o PDT nesse palanque. O PDT me apoiou em 2016 para prefeito, com altos elogios do Ciro Gomes à minha gestão”, disse Haddad após se encontrar com empresários na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista.

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A campanha de Haddad também ainda não anunciou o candidato a vice. A médica Mariane Pinotti (PSB) é uma das cotadas para a vaga e o acompanhou no evento desta quarta.

Luiz Marinho, presidente estadual do PT, ligou para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, nesta quarta para discutir uma possível participação do partido na chapa petista. “Gosto do Haddad, mas a [nossa] questão é [ter] palanque nacional”, disse o presidente do PDT, Carlos Lupi.

O candidato pedetista à Presidência tem mirado sua artilharia contra o ex-presidente Lula (PT) –que , na última pesquisa Datafolha, lidera a disputa, com 47%, seguido de Jair Bolsonaro (PL), com 29%, e Ciro Gomes, com 8%.

Em discurso durante a convenção que formalizou sua candidatura, Ciro Gomes afirmou que o “lulismo pariu Bolsonaro” e que o país chegou à atual situação porque esquerda e direita são “cúmplices do mesmo modelo” e incapazes de propor uma saída.

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Neste momento, a prioridade do PDT é conquistar palanques nos estados do Sudeste, de preferência, de candidatos do PSDB. Por enquanto, apenas Marcos Pestana, postulante tucano ao Governo de Minas Gerais, declarou apoio a Ciro.

Houve conversas com Rodrigo Garcia, que disputa a reeleição em São Paulo, mas que esbarraram no apoio nacional dos tucanos à candidatura de Simone Tebet (MDB). “Não tem outra saída. Teremos que lançar candidato próprio em São Paulo para ter palanque para o Ciro”, diz Lupi.

A importância do estado na campanha de Ciro Gomes ficou evidente na terça-feira (2), quando o candidato anunciou em live, ao lado da mulher Giselle Bezerra, que decidiu fixar moradia em São Paulo durante os próximos meses de campanha. Um dos filhos do candidato mora na capital paulista. “A sede da crise brasileira é em São Paulo, mas a saída da crise também passa pela gente valorosa e trabalhadora de São Paulo”, disse.

Outro estado chave para a campanha, o Rio de Janeiro, também apresenta entrave para uma aliança entre PDT e PSDB, No caso, o apoio de Rodrigo Maia (PSDB) a Marcelo Freixo (PSB) na disputa pelo governo é visto como uma barreira intransponível por Lupi.

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados atribuiu ao pai, Cesar Maia (PSDB), a decisão de apoiar o PSB em seu berço eleitoral. O ex-prefeito do Rio de Janeiro foi anunciado como vice na chapa de Freixo na semana passada.

O estado é palco de outra disputa partidária entre PT e PSB. O diretório fluminense do PT aprovou na terça (2) resolução em que defende a retirada do apoio do partido à candidatura de Freixo ao governo estadual. A definição sobre a aliança, porém, ainda depende de aprovação pela convenção do partido.

No Ceará, estado natal de Ciro Gomes, o PDT conquistou apoio do senador tucano Tasso Jereissati ao ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio na disputa pelo governo do estado, na última segunda-feira (1º).

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Tasso foi alvo de investidas da campanha do ex-presidente Lula e também chegou a ser cotado para vice-presidente na chapa liderada por Simone Tebet (MDB).

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