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Política & Poder

Chapa de Rollemberg pode até sair, mas PPS resiste

Arquivo Geral

28/02/2018 7h00

Atualizada 27/02/2018 23h24

Rodrigo Rollemberg (PSB) e Roberto Freire (PE). Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Camila Costa
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Rodrigo Rollemberg tenta viabilizar a chapa dos sonhos: o governador tucano Geraldo Alckmin para presidente, com um vice do PSB; enquanto em Brasília vislumbra Maria Abadia (PSDB) como vice, em uma parceria para o Buriti. Se ainda por cima Márcio França (PSB) levar o governo de São Paulo, perfeito. As negociações caminham, mas o PPS-DF ameaça decepcionar os planos, se não pelo menos dificultá-los.

O encontro do governador com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire (PE), não soou bem na bancada do partido no DF. O senador Cristovam Buarque, que pensou em aceitar pedido de Rollemberg para um encontro, recuou e mandou recado retirando a gentileza.

Presidente do PPS-DF, Chico Andrade falou ontem com Freire, logo após a visita de Rollemberg. Chico também recebeu um convite do governador do DF, mas recusou. “Ele (Rodrigo) me ligou, mas deixei claro que se for para uma aliança, não conversaremos. As decisões nacionais não precisam ser acatadas por todos os estados, pois as eleições não são verticalizadas. Rollemberg está forçando a barra”, criticou.

O PPS-DF imagina outra coligação local, com PSD, PDT, PPL e PCdoB. “O governador não vai conseguir fazer com o PPS o que fez com o PSDB. Não dividiu o partido e não teve o sim de ninguém”, declarou a distrital Celina Leão (PPS). O deputado distrital Raimundo Ribeiro foi mais a frente e afirmou que se a parceria PPS – PSB acontecer nacionalmente, ele deixará o partido. “Não aceito imposições”, frisou.

Saiba mais

Membros do PSDB apostam na aliança com PPS e PSB e já conseguem ver todos os representantes, juntos, no palanque de Geraldo Alckmin. Os que mantêm discurso contrário teriam que buscar novas siglas. A segurança vem em parte das declarações feitas por Valmir Campelo, que mesmo sendo da linha mais tradicional do PPS, teria dado a entender que aceitaria uma composição de Rollemberg. A expectativa é de que o cenário se desenhe até 7 de abril, último dia para filiação partidária e registro de partidos.

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