Francisco Dutra
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Começou o processo de negociações para a formação da chapa majoritária governista para 2014. Na tarde de ontem, o tema ocupou grande parte das conversas na reunião do Conselho Político do GDF, com participações do governador Agnelo Queiroz e do vice-governador Tadeu Filippelli. Como ambos devem ser confirmados na chapa, a bola da vez é a vaga de senador.
O nome do atual senador Gim Argello (PTB), que também esteve presente na reunião, foi apresentado como possibilidade para a composição política para as próximas eleições. Agnelo aproveitou a reunião para afirmar para as lideranças da base que o governo está em ponto de bala para começar a gerar resultados. “O avião está pronto para decolar”, resumiu.
Nesse sentido, o governador enfatizou a necessidade de união das diferentes partes da aliança. Foi justamente destacando a palavra “união” que Gim Argello também discursou. O senador chegou a comentar sobre a importância de que a previsão orçamentária para investimentos para 2013 se concretize.
Gim sugeriu aproximação com o Tribunal de Contas do DF (TCDF), justamente, para evitar que licitações não atinjam a velocidade esperada. Vale lembrar, que neste ano farpas foram trocadas entre o tribunal, responsável pela fiscalização das contas públicas, e o Palácio do Buriti. Após os discursos, Agnelo teve que sair para uma viagem. Mas os demais convidados partiram para um almoço.
Entre uma garfada e outra, os dirigentes partidários levantaram a questão da formação de uma chapa com Agnelo para o governador, Tadeu Filippelli para vice e Gim como senador. A proposta encontrou apoio imediato entre parte dos convidados.
No entanto, o presidente regional do PT, Roberto Policarpo, lembrou que ainda é cedo para se fechar o nome para o Senado. Policarpo esclareceu que não havia restrição ao nome de Argello, mas lembrou que em seu partido é crescente a menção a petistas como o secretário de Habitação, Geraldo Magela, e o deputado distrital Chico Leite.
A posição petista levantou questionamentos quanto à pluralidade da coligação. De toda sorte, medalhões do Palácio do Buriti avaliam que a chapa com Gim Argello é a mais plausível para 2014. Na mesa de negociações Gim conta com três trunfos: alinhamento com o Buriti e o Planalto, apoio garantido de oito partidos da base e serviços prestados ao DF. Ao longo do mandato conseguiu mobilizar R$ 17,8 bilhões para o DF.
“Nossa aliança é: PT/Agnelo e com o PMDB/Filippelli e PTB/Gim”, afirmou o senador. Na perspectiva de Gim, a sede de espaços do PT pode causar um grande desgaste para a aliança. Neste ponto, é importante recordar que a aliança já perdeu o apoio do PDT e está em vias de amargar a debandada do PSB. E ambas as siglas já se articulam para disputar 2014. “O PT quer lugares e quer mais ainda. Tem graça? O PT deveria se contentar com o tamanho que tem. (…) Precisamos é de estabilidade para que Brasília cresça”, argumentou o parlamentar.