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Política & Poder

Cavendish fica calado na CPMI do Cachoeira

Arquivo Geral

29/08/2012 17h47

 Protegido por habeas corpus expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-dono da Delta Construções Fernando Cavendish optou pelo silêncio perante à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira e foi dispensado. Perguntado pelo presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), se desejava usar o tempo para se defender das acusações de participar do esquema criminoso comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Cavendish disse que, por orientação do seu advogado, permaneceria em calado.

 

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), insistiu com Cavendish sobre declaração feito por ele de que poderia comprar senadores, o ex-dono da Delta respondeu apenas que “esse assunto, no momento oportuno, eu responderei”. Neste momento, a CPMI toma o depoimento do contador Gilmar Carvalho Moraes, apontado pela Polícia Federal de integrar a organização criminosa chefiada por Cachoeira.

 

 Ele informou à comissão que está sendo ameaçado e pediu proteção ao colegiado depois do depoimento de sua mulher Roseli Pantoja da Silva. Em depoimento à CPMI, Roseli disse que assinou uma procuração para o ex-marido e que o documento pode ter sido usado para criar empresas fantasmas que receberam recursos da Delta.

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