Vasconcelo Quadros
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O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os R$ 406 milhões que o Governo Federal está investindo em obras de infraestrutura (asfalto, esgoto, galerias de águas pluviais, postos de saúde e quadras poliesportivas) viraram o principal tema da campanha para a Prefeitura de Águas Lindas de Goiás, um dos municípios do Região Metropolitana com maior identidade com o Distrito Federal. A necessidade das obras é defendida por todos os cinco candidatos, mas é entre os dois principais – Hildo do Candango (PTB) e Geraldo Messias (PP) – que a paternidade do PAC é mais disputada.
O prefeito Geraldo Messias, que tenta a reeleição, centrou propaganda e discurso no PAC como principal arma eleitoral. “A conclusão das obras vai evitar que os problemas continuem desaguando no Planalto”, diz ele. O prefeito se apresenta como o político que “conquistou” os maiores investimentos para a Região Metropolitana e impediu que o programa sofresse cortes orçamentários de 2010.
“Ele vende o PAC como se fosse dele. Diz que é o responsável também pela construção do shopping, do posto comunitário, do prédio do INSS e do Fórum, mas são obras da administração anterior. É apropriação indébita”, cutuca o deputado estadual goiano Hildo do Candango. O candidato do PP diz que, se for eleito, usará a força de seu partido – que integra a base do governo – para garantir os investimentos previstos.
Imagem de Dilma
A imagem da presidente Dilma Rousseff é explorada por Messias e pelo candidato do PT, Marco Tulio Pinto da Silva, o Tullio do PT. O ex-prefeito José Pereira, do DEM, também reivindica sua participação nas obras do PAC. O quinto candidato, Professor Juarez Quirino, do PSOL, faz campanha nos moldes habituais de seu partido defendendo a ética e a moralidade na política.
A cinco dias da eleição, Hildo e Geraldo elevaram o tom das críticas, embora os dois já tenham sido aliados e pertençam a mesma base de apoio ao governador de Goiás, Marconi Perillo – que decidiu não participar de nenhuma das campanhas.
O pivô das acusações é o contraventor Carlinhos Cachoeira, que Hildo faz questão de lembrar ser amigo do prefeito. “Eles viajaram juntos para Las Vegas. Geraldo Messias doou a um amigo de Cachoeira um terreno para instalação de uma indústria de remédios em Águas Lindas”, acusa.
O prefeito afirma que teve acordo político com Cachoeira e que não se envolveu em negócios: “Nunca fugi dos meus atos”.