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Política & Poder

Candidatos de Luziânia têm o desafio de administrar orçamento de R$ 289 milhões

Arquivo Geral

30/09/2012 9h02

Vasconcelo Quadros
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Com orçamento de R$ 289 milhões este ano, uma população próxima a 200 mil habitantes (110 mil eleitores), crescimento populacional desordenado e carência em todas as áreas do serviço público, o grande desafio dos candidatos à Prefeitura de Luziânia é como planejar arrecadação e aplicar corretamente os recursos.

Este ano o orçamento estourou em meio à campanha eleitoral, forçando o atual prefeito, Célio Silveira, a tomar uma medida de emergência para escapar da Lei de Responsabilidade Fiscal: demitiu, numa só canetada, 550 funcionários de cargos comissionados e terceirizados para tapar um rombo de R$ 6 milhões.

“O orçamento sempre estoura no meio do ano. É uma bagunça”, diz o candidato do PSD, Cristóvão Tormin, que promete organizar as finanças do município com planejamento que concilie gastos com prioridades públicas. Seu principal adversário, Gastão Leite, do PSDB, não faz críticas ao atual prefeito, que o apoia na campanha, mas reconhece que é necessário melhorar a gestão dos recursos. “Vou criar a Secretaria de Planejamento que garanta os investimentos previstos em lei nas áreas de saúde e educação”, afirma.

A demissão   dos funcionários foi um presente grego para a campanha de  Gastão, que faz carreatas, comícios e corpo a corpo com o eleitor ao lado Célio Silveira. Parte dos  secretários  que não gostaram da medida migrou para a campanha de   Cristõvão Tormin e engrossou também as campanhas dos outros dois candidatos: José Geraldo da Silva, o Geraldão (DEM) e Augustinho Scheffer da Rosa (PSOL).

Apoiado por uma coligação de 18 partidos – a mais ampla do País –,  Cristóvão Tormin, que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, conseguiu a proeza de reunir em seu palanque as forças políticas mais representativas e ao mesmo antagônicas do Distrito Federal: entre tantas estrelas, o governador Agnelo Queiroz (PT) e seu principal adversário político, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e os senadores Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB). O candidato garante que a aliança, caso seja eleito,  não interferirá na escolha de seu secretariado.

Apoio de Roriz
Cabo eleitoral de indiscutível densidade, Roriz deixou de disputar a prefeitura por causa da Lei da Ficha Limpa, mas tem ajudado Cristóvão, inclusive financeiramente. Deu conselhos políticos e só impôs como condição: não juntar-se em comício com o PT, partido que, por ironia do destino, ele fundou em Luziânia no início da década de 80. 

 “Fiz uma aliança ampla buscando o melhor para a cidade. Mas não farei loteamento de cargos”, diz o candidato, que foca a campanha apresentando propostas locais, mas com os olhos voltados para Brasília. Ele aposta na constelação de estrelas que o apoia, a possibilidade de uma parceria que reúna Goiás, Distrito Federal e União para tirar do papel um plano de combate a problemas que são comuns entre Brasília e os municípios da Região Metropolitana, como segurança, saúde, transporte e infra-estrutura.

Gastão Leite tem o apoio de outros dois partidos, PTB e PP, mas garante que não está preocupado com o tamanho da coligação ou a ausência de políticos famosos em seu palanque.  “Aqui, a estrela sou eu. Terei liberdade para desinchar a máquina. Vou quebrar os monopólios do transporte e da saúde. Vamos começar do zero”, promete o tucano.

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