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Política & Poder

Candidato ao quarto mandato de senador, Eduardo Suplicy enfrenta oposição do PT

Arquivo Geral

17/12/2012 9h27

Rudolfo Lago

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Se o cidadão é fiel eleitor do PT em São Paulo, é fácil advinhar em qual dos três nomes na relação a seguir ele preferiria votar para o Senado em 2014: Eduardo Suplicy, Gabriel Chalita ou Gilberto Kassab. Certamente ele responderá Eduardo Suplicy, não apenas porque dos três ele é o único filiado ao PT, como também pelo fato de que ele representa o estado de São Paulo no Senado desde 1990, tendo obtido mais de 8 milhões de votos na sua última eleição, em 2006.

 

 

Se depender, porém, da vontade do presidente do PT, o deputado estadual Rui Falcão, a opção Suplicy não estará posta para o eleitor paulista em 2014. E o nome apoiado pelo PT para o Senado será ou o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, do PSD, ou o deputado Gabriel Chalita, do PMDB.

 

Em 2014, estará em disputa apenas uma vaga de senador em cada estado. Rui Falcão planeja ceder a legenda do PT a um outro partido que deseje se coligar, de modo a fortalecer a aliança em torno da reeleição da presidente Dilma Rousseff em nível nacional e para o governo estadual, para o qual começa a crescer a ideia de se lançar como candidato o ex-presidente Lula.

 

No campo dessas composições, o PT tem trabalhado para aproximar o PSD de Kassab do governo. É possível que o partido venha a ter, inclusive, um ministério no governo Dilma – que poderia ter como titular o próprio Kassab. Outra alternativa seria fortalecer a aliança com o PMDB, partido do vice de Dilma, Michel Temer. Nessa hipótese, a vaga ficaria para Gabriel Chalita. 

 

As duas opções implicam descartar Eduardo Suplicy, um dos fundadores do PT e um dos mais antigos parlamentares ainda em atividade do partido. Suplicy pertenceu à primeira bancada de deputados federais que o PT elegeu em 1982. Em 1990, foi também o primeiro senador eleito pelo PT no País.

 

Apelo aos filiados

Certo de que sua história o faria merecedor de maior consideração, Suplicy cobrou de Rui Falcão os planos do partido. E ouviu dele a confirmação de que pode, realmente, vir a ser descartado.

 

A conversa foi há quatro semanas, quando Rui Falcão participou de uma reunião da bancada do PT no Senado. “Teria sido bom você ter falado antes comigo”, cobrou Suplicy. “Mas você já fez e disse várias coisas sem combinar primeiro comigo”, respondeu Falcão. 

 

Desde então, Suplicy começou a trabalhar no sentido de desgastar a ideia de Falcão, testando plateias de militantes. Nas conversas, relata o plano do presidente do PT e, ao final, pergunta aos petistas quem eles acham que deveria representar o partido no Senado. 

 

“Diante da ameaça, eu comecei a me mexer”, conta Suplicy. Na reunião com Rui Falcão, ele pediu que viesse a ser ouvido na próxima reunião do Diretório Nacional. Quer  que o PT decida escolher seus candidatos sempre a partir de prévias  ampliadas, contando não só com os votos de filiados ao partido.

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