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Política & Poder

Câmara pode votar projeto sobre reconhecimento facial na próxima semana

Entre os itens da pauta do Plenário também estão mudanças sobre pensão alimentícia, filtros de relevância no STJ, medidas para conter preços de combustíveis e seis medidas provisórias.

Redação Jornal de Brasília

10/07/2026 18h56

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Foto: Divulgação/ImprensaRJ

A Câmara dos Deputados pode analisar, na próxima semana, o projeto que regulamenta o uso de sistemas de reconhecimento facial e identificação biométrica. A proposta está entre os itens da pauta do Plenário, que tem sessões marcadas a partir de terça-feira (14).

De autoria do deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP), o Projeto de Lei 1828/23 conta com substitutivo do relator, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL). O texto prevê o uso desses sistemas em estações rodoviárias, ferroviárias e de metrô, no interior dos vagões e nas plataformas, em vias públicas e em repartições e edifícios públicos.

Pelas regras propostas, o uso deverá respeitar normas gerais que garantam transparência, segurança dos dados e direitos fundamentais, com vedação à vigilância massiva. Também poderão ser firmados convênios e parcerias entre entes públicos e concessionárias de transporte para modernização e integração dos sistemas.

No caso de localização de pessoas desaparecidas, o uso das ferramentas dependerá de solicitação formal de familiar ou de autoridade competente, por prazo determinado, e deverá ser auditável.

Outro item da pauta é o Projeto de Lei 4469/24, que muda a lei sobre ação de pensão alimentícia em atraso e prevê a possibilidade explícita de atuação do defensor público como advogado do requerente. De autoria das deputadas Soraya Santos (PL-RJ), Luisa Canziani (União-PR) e Coronel Fernanda (PL-MT), o texto conta com substitutivo da deputada Natália Bonavides (PT-RN), que retirou a obrigatoriedade de o comparecimento inicial do recebedor da pensão ocorrer com advogado ou defensor público.

Assim, o primeiro comparecimento para explicar ao juiz a necessidade da pensão não dependerá de advogado ou defensor, como já ocorre hoje. Se o credor comparecer pessoalmente e não indicar advogado, o juiz enviará ofício à defensoria pública para atuar na causa. Na impossibilidade de atuação da defensoria, o juiz indicará defensor dativo.

A pauta também inclui a regulamentação da Emenda Constitucional 125, de 2022, que limita os recursos a serem analisados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O Projeto de Lei 3085/26, do Senado, define que os ministros devem considerar questões econômicas, políticas, sociais ou jurídicas que ultrapassem os interesses das partes para decidir se reconhecem ou não o recurso. O objetivo é reduzir a quantidade de recursos que chegam ao tribunal.

Na área de combustíveis, a Câmara pode votar o Projeto de Lei Complementar 114/26, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que vincula o aumento de receita federal obtido com arrecadação extraordinária do petróleo a medidas para estabilizar os preços dos combustíveis no país. O texto busca adequar às normas fiscais as renúncias futuras de tributos para conter altas de preços provocadas pela guerra no Oriente Médio.

Segundo o substitutivo da relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), as renúncias de receitas bancadas com esse aumento de arrecadação incluirão as de querosene de aviação e serão válidas também para a produção dos combustíveis. A relatora também alterou dispositivos para permitir o uso de créditos de usineiros de etanol para abater tributos e para diminuir o percentual mínimo de enquadramento de empresa agropecuária exportadora a fim de obter suspensão de tributos.

A pauta contém ainda seis medidas provisórias com créditos extraordinários.

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