Francisco Dutra
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O clima pré-eleitoral já chegou ao menos a seis administradores regionais. Discretamente, longe dos canais oficiais, articulações para viabilizar candidaturas ganham corpo dentro e fora dos gabinetes das regiões administrativas de Brazlândia, Santa Maria, Estrutural, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II.
No ano em que a gestão Agnelo precisa mostrar resultados relevantes em todas as áreas, não faltarão recursos para as administrações regionais. Com dinheiro no caixa para a realização de obras, os administradores regionais terão chances expressivas de projetar seus nomes para a população e os grupos políticos do Distrito Federal.
O coordenador-chefe da Coordenadoria das Cidades do GDF, Francisco Machado, observa com maus olhos a flutuação do nome de administradores na lista de possíveis candidatos para 2014. “O governador ainda não autorizou essa discussão. É claro que sabemos que alguns trabalham com a perspectiva de serem candidatos. Mas a recomendação do governo é que este é um ano de muito trabalho”, avisou.
Clima de disputa
Nas palavras do coordenador, este fato poderá gerar problemas de disputa política entre administradores, empresas públicas e secretários de diferentes partidos. O administrador pré-candidato poderia mirar em um cargo eletivo almejado pelo grupo político de um secretário ou do gestor de uma empresa pública.
Segundo o distrital Chico Vigilante (PT), articulações para a escalada eleitoral de administradores regionais são naturais da política. “Desde que isso não venha a prejudicar o governo”, ponderou. Vigilante lembrou que os administradores não podem usar a máquina pública para fazer propaganda própria, sob pena de incorrerem em crime.
“Tudo isso será vasculhado com lupa”, alertou o parlamentar. No outro lado da moeda também existem administradores que já falam abertamente que não são candidatos. “São pessoas ajuizadas e que estão pensando no projeto global do governo e não nelas”, comentou Vigilante.
Buriti reunirá todos para acelerar obras
O Palácio do Buriti se prepara para retomar o ciclo de reuniões periódicas com os administradores regionais dentro dos próximos dias. Na mesa de conversa também estarão presentes os gestores dos órgãos de execução, a exemplo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (CEB) e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
Segundo Chico Machado, o principal tema da conversa será a intensificação das obras e projetos nas regiões administrativas. “Precisamos redobrar nossos esforços”, resumiu. O coordenador-geral avalia que é necessária maior aproximação dos administradores com o primeiro escalão do GDF.
Vice recomenda atenção
As relações e desempenho das administrações também são observadas pelo vice-governador Tadeu Filippelli. “As administrações merecem uma especial atenção do governo. Elas representam a terminação nervosa que faz a ligação e consegue captar os pensamentos, os desejos das comunidades e traduzi-las para o governo. Então, é evidente que, quando um administrador tem um bom desempenho, isso reflete na própria avaliação do governo”, comentou.
Após a reunião dos administradores, o Buriti pretende fazer encontro semelhante com todos o secretariado.