Menu
Política & Poder

Brasileiros sancionados pelos EUA por elo com PCC são alvo da PF

Stella foi presa na manhã desta sexta pela PF, enquanto Shimada está foragido.

Redação Jornal de Brasília

03/07/2026 9h19

pf

Agentes da Receita Federal e da Polícia Federal realizam a operação Carbono Oculto na sede da Reag Investimentos, em São Paulo, em agosto de 2025 – Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 3, a Operação Exchange para desarticular um braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar mais de R$ 10 bilhões do tráfico internacional de drogas. A ação mira os empresários Stella Stefanie Nunes e Victor Henrique de Oliveira Shimada, os primeiros brasileiros sancionados pelos Estados Unidos desde que o governo de Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

Stella foi presa na manhã desta sexta pela PF, enquanto Shimada está foragido. A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto.

Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal em São Paulo, em endereços de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até R$ 10,4 bilhões.

Na quarta-feira, 1º, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Stella e Shimada, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo o governo americano, o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas e de outras atividades ilícitas.

Shimada é suspeito de liderar, segundo o governo americano, o núcleo paulista da rede de lavagem de dinheiro do PCC. Ele é descrito como o elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais. O Tesouro americano afirma ainda que Shimada já cumpriu prisão domiciliar no Brasil por investigação relacionada à lavagem de recursos desviados do Sport Club Corinthians Paulista em um esquema de fraude publicitária.

Estadão Conteúdo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado