Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Política & Poder

Brasileiro vivia melhor no tempo de Lula, apesar de ‘roubo’ do PT, diz Bolsonaro

“Mas lá atrás se vivia melhor, poderia ter vivido muito, muito melhor ainda se não tivesse roubado tanto”, completou o presidente

Bolsonaro no G20 Foto: Alberto PIZZOLI / AFP

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a apoiadores em Brasília nesta segunda-feira, 16, que no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “o povo vivia um pouco melhor do que hoje”. Em referência aos preços dos produtos afetados pela inflação em escalada, o presidente atribuiu o mau momento às restrições decorrentes da pandemia de covid-19 e à guerra na Ucrânia. Bolsonaro, porém, disse que a vida seria “melhor ainda” se Lula não tivesse “roubado tanto”. O petista comandou o Executivo nacional entre os anos de 2003 e 2010.

“Aí falam: No tempo dele o povo vivia um pouco melhor do que hoje. Lógico que vivia, concordo. Temos um pós-pandemia, do fica em casa, economia a gente vê depois, com a guerra”, afirmou, ao citar problemas relacionados à Petrobras, e à gestão petista da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “É dinheiro de vocês, ou que vocês vão pagar a conta um dia”, disse.

“Mas lá atrás se vivia melhor, poderia ter vivido muito, muito melhor ainda se não tivesse roubado tanto”, completou o presidente.

Também nesta segunda, durante evento com empresários em São Paulo, o presidente reconheceu o impacto da inflação na disputa pelo Palácio do Planalto. Embora sem citar Lula nominalmente, Bolsonaro mostrou acreditar que o eleitor faz comparações entre passado e presente na hora de escolher seu candidato. “Uma parte da população não sabe ver diferença. Olha na ponta da linha como está o preço na gôndola do supermercado e vota de acordo com o que está vendo, achando que vai voltar o diesel a R$ 3, a lata de óleo a R$ 5?, disse o presidente, pré-candidato à reeleição.

Bolsonaro, no entanto, voltou a jogar a culpa da inflação na crise trazida pela pandemia da covid-19 e pelas medidas de contenção do coronavírus.

Estadão conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE








Você pode gostar