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Política & Poder

Arruda tenta anular condenação

Arquivo Geral

02/08/2018 7h00

Atualizada 01/08/2018 22h32

Josemar Gonçalves /Cedoc

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) quer anular a condenação de improbidade administrativa detonada pela Operação Caixa de Pandora. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa pede a suspensão das provas até o resultado de perícia nos gravadores usados para a produção de vídeos fundamentais para a denúncia.

Um veredito positivo restabelece as condições de elegibilidade do ex-governador. Contudo, ele nega a intenção de voltar as urnas, pelo menos em 2018. “Os meus candidatos são, para governador, Alberto Fraga (DEM), para senador, Izalci Lucas (PSDB) e Flávia Arruda (PR) para deputada federal. E nenhuma situação jurídica me fará mudar a posição de não ser candidato em 2018”, promete Arruda.

A peça será avaliada pelo ministro Benedito Gonçalves. Segundo o responsável pela defesa do ex-governador, o ex-presidente regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Francisco Caputo, uma sentença favorável devolve em tese as condições eleitorais para Arruda. O advogado alega que as escutas foram editadas para a geração de provas. Por isso, a perícia nos gravadores seria o fiel da balança para validar ou não o argumento.

“O foco da peça é levar ao conhecimento do ministro várias decisões, dos últimos meses, que determinaram a suspensão seja de ações civis públicas ou penais, para que se aguarde uma perícia oficial em um equipamento, suspostamente, utitilizado para se fazer uma gravação. A qual gerou uma prova fundamental para justificar a condenação do governador Arruda na Cauxa de Pandora”, argumenta Caputo.

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