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Política & Poder

Após 10 horas, CPMI encerra depoimento do governador Agnelo

Arquivo Geral

13/06/2012 20h38

Terminou há pouco o depoimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, à CPMI do Cachoeira. Agnelo negou seu envolvimento com o esquema de corrupção, e disse que seu governo foi vítima de pressões por parte da organização do contraventor.

 

Os deputados Geraldo Magela (PT-DF) e Paulo Tadeu (PT-DF), que foram secretários em seu governo, defenderam Agnelo e disseram que as acusações são fruto de uma disputa política. Tadeu também foi relator de uma CPI na Câmara Legislativa do DF que investigou os dados da Caixa de Pandora, que culminou com a prisão de seu antecessor, o ex-governador José Roberto Arruda, do DEM.

 

Tadeu disse que os desvios no sistema de coleta e tratamento de lixo eram tão graves que foi preciso uma investigação apenas sobre esses contratos. “O esquema criminoso que governava essa cidade desviou, apenas no sistema de limpeza e coleta de lixo, R$ 150 milhões”, disse.

 

Oposição 

O deputado Izalci (PR-DF), que faz oposição a Agnelo no DF, contestou as informações de que não havia doações de campanha da empresa Delta Construções para a campanha de Agnelo ao governo do Distrito Federal. Segundo ele, há doações da Delta ao diretório regional do PMDB, que correspondem a transferências feitas para a campanha de Agnelo.

 

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) questionou novamente Agnelo, e disse que ele tinha conhecimento das ações de Cachoeira no DF. Para ele, ainda será preciso checar informações sobre o tráfico de influência dentro do governo distrital.

 

O governador não respondeu às últimas arguições, porque a sessão foi encerrada após a manifestação de parlamentares que estavam falando pela segunda vez.

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