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Política & Poder

Alckmin aposta em dobradinhas paralelas no Distrito Federal

Arquivo Geral

14/08/2018 19h45

Reprodução

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

Os tucanos não conseguiram garantir palanques competitivos para a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB) em cinco estados. A campanha não tem pilares firmes no Distrito Federal, Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Para compensar essa fragilidade, o partido decidiu apostar em dobradinhas paralelas. Ou seja, buscará fazer campanha com aliados nacionais mesmo que os personagens participem no papel de coligações rivais.

Por exemplo, no DF, a coordenação de campanha local buscará uma composição com o senador Cristovam Buarque (PPS). A coligação do parlamentar garantiu palanque para presidenciável Álvaro Dias (Podemos), mas Buarque ainda nutre boas relações com o tucano. O PTB também não está junto com o PSDB em Brasília, mas não tem atritos com Alckmin. O relacionamento propícia condições para uma articulação de apoio transversalmente às coligações regionais.

Segundo a coordenação de campanha nacional do PSDB, o objetivo é construir as “supra coligações”, seguindo os trilhos da chapa nacional de Alckmin, composta por PSDB, DEM, PPS, PSD, PTB, PR, PP, PRB e Solidariedade. No Sul, a campanha do tucano prepara uma campanha de guerra para tomar votos de Álvaro Dias, líder nas pesquisas regionais. Já em São Paulo, o ninho político dos tucanos, o partido busca alinhar a campanha nacional com a candidatura de João Dória (PSDB) para o Palácio dos Bandeirantes. A palavra de ordem é a construção de uma sintonia fina.

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