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Política & Poder

Ajuda de fora para o partido de Marina

Arquivo Geral

13/02/2013 9h50

Rudolfo Lago

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O deputado José Antonio Reguffe (PDT-DF) vai ajudar a ex-ministra do Meio Ambiente a criar seu novo partido, com o qual ela pretende disputar as eleições presidenciais em 2014. O lançamento oficial do partido ocorrerá neste sábado.

 

Reguffe tem sido presença constante nas reuniões que Marina tem feito para discutir o programa da nova legenda e as estratégias para a sua criação. Em 2010, Marina foi candidata à Presidência pelo PV, e obteve a terceira colocação, com 20 milhões de votos. Sua votação foi um dos fatores que levaram a eleição para o segundo turno, entre a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Logo depois das eleições, porém, Marina rompeu com o PV.

 

Bem nas pesquisas

Mesmo sem partido, Marina continua com bom potencial eleitoral. Pesquisa do instituto Datafolha realizada no final do ano passado a mostrava em segundo lugar, com 18% da preferência do eleitorado, perdendo apenas para a própria Dilma Rousseff, numa lista que contava ainda com o nome do senador Aécio Neves, a aposta presidencial do PSDB.

 

Reguffe é um dos nomes que Marina Silva corteja para integrar o seu partido. Embora admita estar participando das reuniões, Reguffe, porém, nega que vá deixar o PDT. “Eu não vou deixar o PDT”, disse Reguffe ao Jornal de Brasília. “Mas ajudarei Marina”. 

 

Isso significa que Reguffe colocará a sua militância em campo para ajudar Marina a obter o número mínimo de assinaturas de apoio para obter o registro de seu novo partido. 

 

Dose de desconforto

Apesar de afirmar que não deixará o PDT mesmo com a ajuda que dará a Marina, Reguffe não vive uma situação confortável no partido. Em 2010, ele já declarou seu voto em Marina como candidata à Presidência e deu apoio formal a ela. 

 

Marina acabou sendo a candidata à Presidência mais votada no Distrito Federal (onde Reguffe foi também o candidato a deputado federal mais votado). O apoio de Reguffe a Marina já desrespeitou na ocasião a orientação partidária: o PDT fez parte da coligação que apoiou Dilma Rousseff.

 

Candidatura própria ainda em discussão

Quando surgiram as denúncias contra o presidente do PDT, Carlos Lupi, Reguffe também publicamente pregou que ele deveria deixar o Ministério do Trabalho e o comando do partido. A soma dessas situações poderia levá-lo a seguir no rumo do partido de Marina. Mas são os cálculos eleitorais no Distrito Federal que o seguram no PDT.

 

Reguffe alinha-se ao senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que tem planos de outra vez sair candidato à Presidência (disputou pelo PDT em 2006). Embora essa não seja a opção mais provável de se viabilizar, há  chances de que ela possa acontecer por conta da briga de Lupi com Dilma após a sua demissão do Ministério do Trabalho. 

 

Novo comando

Em março, acontecerá a renovação do comando do partido, e o mais provável é que Lupi vença a disputa interna com o atual ministro do Trabalho, Brizola Neto. Sua vitória acirrará essa disputa. Alguns cenários, a partir daí, tornam-se possíveis. Dilma pode reconhecer a força de Lupi e recompor-se com ele, tirando Brizola Neto do ministério. 

 

As apostas no PDT é de que essa é a situação mais provável. Dilma, porém, pode continuar rompida com Lupi: é nessa hipótese que pode ou crescer a chance de uma candidatura própria com Cristovam ou uma aproximação com Eduardo Campos, do PSB. Na hipótese de uma candidatura própria, com Cristovam, pode crescer a chance de que, então, Reguffe seja candidato ao Governo do DF.

 

Falta o nome

O novo partido de Marina Silva ainda não tem nome. Das sugestões apresentadas, ela diz preferir que o partido se chame Semear. Há a sugestão de que se chame Eco.

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