São Paulo, 27 – Uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sugere crimes de ameaça, coação, fraude e suborno supostamente cometidos por Leonardo Alves Araújo, o “Leonardo Avalanche”, contra dirigentes regionais do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), que tem como principal candidato nas eleições municipais deste ano Pablo Marçal, em São Paulo.
A ação foi apresentada pelos integrantes da legenda Rachel de Carvalho, Marcos André de Andrade e Moacir Manoel no dia 19 de julho. Eles tentam, por meio judicial, tirar Avalanche do comando nacional do PRTB. Em liminar no começo deste mês, a ministra Cármen Lúcia rejeitou o pedido de imediato. O mérito ainda será analisado.
De acordo com a ação, “o presidente do partido (Avalanche) ameaçou a sua vice, mulher (Rachel), e a fez renunciar a seu cargo” e “afirma a quem quiser ouvir ter influência e negociações com figuras importantes do Judiciário e ligação com o crime organizado (PCC), que poderia matá-la ou alguém de sua família”.
Procurado, por meio de assessoria, Avalanche não respondeu até a noite de ontem. Na ação, a defesa disse que os fatos estão desprovidos de elementos mínimos de confiabilidade. Marçal também foi procurado para se manifestar sobre a acusação contra o presidente de sua legenda e padrinho político no partido, mas não respondeu aos contatos.
Outra ação que tramita no TSE foi movida por Aldineia Fidelix, viúva de Levy Fidelix, então presidente do PRTB. Ela alega que Avalanche não cumpriu acordos para que comandasse os diretórios estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Roraima em um momento de intervenção judicial. A Justiça determinou que Avalanche se manifeste em três dias.
Estadão Conteúdo