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Variações no preço do petróleo geram aumento no déficit comercial dos EUA

Arquivo Geral

10/06/2008 0h00

O déficit comercial dos Estados Unidos subiu em abril para US$ 60, ambulance 901 bilhões, this o mais alto em treze meses, empurrado principalmente pelo aumento de custos com a compra do petróleo importado, informou hoje o Departamento de Comércio do país.

Em março, o déficit na troca exterior de bens e serviços tinha sido de US$ 56,5 bilhões, e a maioria dos analistas tinha calculado que no mês seguinte subiria para US$ 59,5 bilhões.

Em abril, as importações de bens e de serviços dos EUA cresceram 4,5% e chegaram a US$ 216,4 bilhões, enquanto as exportações subiram 3,3% para US$ 155,5 bilhões.

Entre janeiro e abril, os EUA acumularam um saldo negativo de US$ 235,082 bilhões em seu comércio exterior. No período similar do ano passado o déficit foi de US$ 239,802 bilhões, e nos quatro primeiros meses de 2006 chegou a US$ 251,779 bilhões.

A deterioração do déficit, em termos nominais, se deveu principalmente a um aumento de US$ 4,3 bilhões na conta pelo petróleo importado, que subiu em abril para US$ 29,3 bilhões.

Em abril, o preço do petróleo manteve uma média de US$ 96,81 por barril.

Excluindo-se a inflação, que é o método que o Governo emprega em seu cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), o déficit comercial caiu em abril para US$ 46,9 bilhões, a marca mensal mais baixa desde agosto de 2003.

A moderação do déficit real no comércio exterior pode fortalecer os cálculos que os economistas fazem sobre o crescimento econômico dos EUA.

Um dado encorajador para os produtores americanos é o aumento de 4,3% em abril das exportações de bens fabricados no país, cujo valor subiu de US$ 105,029 bilhões para US$ 109,564 bilhões.

O comércio provavelmente contribuirá significativamente para o PIB do segundo trimestre do ano, já que o enfraquecimento da demanda dos consumidores americanos diminui o crescimento das importações e a cotação mais baixa do dólar frente as outras moedas favorece as exportações.

Comparando-se os números ajustados pela inflação desde o ano passado, o valor das importações caiu 0,5% e o das exportações aumentou 11,3%, segundo os números do Governo.

O relatório mostra que o superávit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os EUA subiu 20,7% em abril e chegou a US$ 8,893 bilhões.

O superávit nos quatro primeiros meses do ano chega a US$ 31,651 bilhões, comparado com os US$ 30,916 bilhões no mesmo período de 2007.

A região contabilizou em março 12,5% do déficit total no comércio de bens dos EUA.

Já o superávit dos países da União Européia (UE) em seu comércio de bens com os EUA subiu 14% em abril e chegou a US$ 8,540 bilhões.

Nos quatro primeiros meses do ano, o superávit da UE foi de US$ 28,953 bilhões, abaixo dos US$ 30,087 bilhões do mesmo período do ano anterior.

Os países da UE contabilizam pouco mais de 11% do déficit no comércio exterior de bens dos EUA, que somou nos quatro primeiros meses do ano US$ 256,147 bilhões.

O relatório assinala que o déficit dos EUA em seu comércio de bens com os países do leste asiático cresceu 27,6% em abril e chegou a US$ 29,157 bilhões.

Nos quatro primeiros meses do ano, o déficit dos EUA com essa região foi de US$ 107,280 bilhões, comparado com o de US$ 114,276 bilhões no mesmo período de 2007.

Os países do leste asiático contabilizam mais da metade do déficit no comércio exterior de bens dos EUA que, nos quatro primeiros meses do ano somou US$ 256,147 bilhões.



 

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