A Casa Branca informou, neste domingo (5), que o presidente Donald Trump se reunirá na próxima semana com seus homólogos da Ucrânia, Volodomir Zelensky, e da Síria, Ahmed al Sharaa, à margem da cúpula da Otan na Turquia.
As reuniões bilaterais ocorrerão na tarde de quarta-feira em Ancara, disse a vice-secretária de imprensa, Anna Kelly, em uma audioconferência de imprensa.
O encontro entre Trump e Zelensky ocorrerá em meio aos esforços crescentes para pôr fim à invasão da Ucrânia, iniciada pela Rússia há quase quatro anos e meio.
“O presidente se reunirá com ele para falar sobre como podemos pôr fim à guerra. Essa é uma prioridade há muito tempo”, acrescentou um alto funcionário americano, que falou sob a condição do anonimato.
Trump “abordará posteriormente” o tema com o presidente russo, Vladimir Putin, informou o funcionário.
Putin e Zelensky conversaram por telefone com Trump no sábado para cumprimentá-lo pelo 250º aniversário da independência dos Estados Unidos.
Trump e Zelensky se reuniram pela última vez durante a cúpula do G7, em junho, na França, onde os líderes acordaram intensificar as pressões sobre a Rússia.
Mas Trump também teve momentos de tensão com o ucraniano, especialmente durante um bate-boca no Salão Oval da Casa Branca, em fevereiro de 2025, quando disse que Zelensky não tinha as “cartas” para vencer.
O encontro com o presidente da Síria, por sua vez, ocorre após declarações de Washington sobre um possível papel de Damasco no Líbano, um cenário historicamente sensível pela prolongada presença militar síria neste país até 2005.
Mas Al Sharaa, a quem Trump recebeu na Casa Branca no ano passado, disse em junho que seu país não busca intervir militarmente no Líbano, onde o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah e Israel estão em guerra, mas estabelecer “canais econômicos”.
A Síria se retirou do Líbano em 2005, após décadas de influência no país depois de sua intervenção militar na guerra civil libanesa de 1975-1990.
Com informações da AFP