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Trump diz ter deixado instruções para EUA atacar Irã se for assassinado

Inteligência de Israel compartilhou informações com o governo dos Estados Unidos que apontavam um suposto plano do Irã para matar o presidente americano

Redação Jornal de Brasília

10/07/2026 18h49

Foto: Kent Nishimura/AFP

Foto: Kent Nishimura/AFP/

UOL/FOLHAPRESS

Donald Trump disse hoje ter deixado instruções para um ataque ao Irã em intensidade inédita se ele for assassinado.

Trump afirmou que deixou instruções para uma resposta militar dos EUA se o Irã conseguir matá-lo.

“Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando”, disse ao New York Post. “A única coisa é que deixei instruções, se algo acontecer, para bombardeá-los com níveis que eles nunca viram antes.”

Declaração vem um dia após a notícia de um suposto plano para assassiná-lo. A inteligência de Israel compartilhou informações com o governo dos Estados Unidos que apontavam um suposto plano do Irã para matar o presidente americano, de acordo com publicação do jornal Wall Street Journal. Trump contestou: “Não, não. Israel não apresentou nada”.

Trump reiterou que se vê como alvo prioritário do Irã. “Sou o número 1 [na lista de alvos do Irã] há muito tempo, e é assim que a vida é, sabe?”, afirmou.

As informações israelenses compartilhadas com os EUA não seriam específicas. Segundo a CNN, o relato não incluía um plano formal, mas sim informações de que o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, Ahmad Vahidi, queria a morte de Trump.

Ele já havia feito uma ameaça semelhante em janeiro de 2025. Na ocasião, disse ter deixado instruções para esse cenário e afirmou que o Irã seria “obliterado” se os assassinos tivessem sucesso.

Manifestação anti-Trump ocorreu ontem durante o funeral do aiatolá Ali Khamenei. Pessoas seguraram faixas com a frase “mate Trump” e entoaram ameaças contra ele. “Juro pelo sangue do líder supremo, Trump, vamos matar você!”, gritaram.

Parte dos presentes respondeu a palavras de ordem em apoio a Khamenei e contra os inimigos do Irã. Entre os slogans, apareceu o antigo grito revolucionário “Morte à América”.

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