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Sudoeste do Pacífico enfrenta ‘risco crescente’ devido ao aquecimento dos oceanos, alerta ONU

Organização Meteorológica Mundial aponta que o aquecimento dos oceanos, a elevação do nível do mar e as ondas de calor marinhas ameaçam ecossistemas e comunidades costeiras da região

Redação Jornal de Brasília

07/07/2026 13h57

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Foto: Walter Diaz/AFP

O Sudoeste do Pacífico enfrenta um “risco crescente” devido ao aquecimento dos oceanos, às ondas de calor marinhas e à elevação do nível do mar, alertou nesta terça-feira (7) a agência da ONU para meteorologia e clima.

As águas desta região estão mais quentes e mais ácidas, prejudicando as economias locais e os ecossistemas marinhos, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Ao mesmo tempo, a elevação do nível do mar ameaça comunidades costeiras vulneráveis e pequenos Estados insulares de baixa altitude, segundo o relatório Estado do Clima no Sudoeste do Pacífico 2025, divulgado pela OMM.

A região registrou, em 2025, o segundo ano mais quente desde o início das medições – atrás apenas de 2024 -, “com eventos climáticos extremos causando grandes transtornos, prejuízos econômicos e perda de vidas”, afirmou a agência.

A temperatura média anual do ar na superfície, sobre áreas continentais e oceânicas, ficou cerca de 0,37°C acima da média do período de 1991 a 2020.

“Para muitos países e territórios do Sudoeste do Pacífico, o oceano é essencial para os meios de subsistência, as economias e a resiliência”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.

“Em 2025, a região enfrentou o aquecimento dos oceanos, a elevação do nível do mar, ondas de calor marinhas e acidificação dos oceanos, além de ciclones tropicais e da contínua perda de gelo das geleiras tropicais.”

Em 2025, a cobertura de gelo remanescente nas montanhas de Papua, na Indonésia, correspondia a apenas cerca de 2% da área registrada em 1988.

“A última geleira tropical remanescente da região deverá desaparecer até o fim de 2026 ou no início de 2027”, informou a OMM.

– Calor nos oceanos –

“A extensão das ondas de calor marinhas em 2025, embora menor do que no ano anterior, foi a maior já registrada em um ano sem um evento de El Niño”, acrescentou a OMM.

“Esse é um sinal preocupante para 2026, quando um evento de El Niño potencialmente forte está em desenvolvimento.”

Entre 1999 e 2025, o nível do mar subiu, em média, 3,7 milímetros por ano na região.

Simultaneamente, as águas oceânicas estão se tornando mais ácidas devido à absorção de quantidades crescentes de dióxido de carbono.

“A acidificação dos oceanos, juntamente com o aquecimento e a desoxigenação das águas, afeta os ecossistemas marinhos, os habitats e a biodiversidade”, afirmou a OMM.

A agência, sediada em Genebra, informou que seus relatórios regionais têm como objetivo fornecer embasamento científico para a tomada de decisões e a redução do risco de desastres.

AFP

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