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Socorristas ainda tentam resgatar mineradores presos há duas semanas em Burkina Faso

A Canada Trevali Mining Corp anunciou em 16 de abril o “desaparecimento” de oito mineradores. Socorristas correm contra o tempo

Redação Jornal de Brasília

02/05/2022 13h30

Foto: Divulgação

Socorristas correm contra o tempo para tentar resgatar oito mineradores que estão presos há duas semanas em uma exploração de uma empresa canadense em Burkina Faso, disseram os familiares e empregados da empresa nesta segunda-feira (2).

A Canada Trevali Mining Corp anunciou em 16 de abril o “desaparecimento” de oito mineradores, seis de Burkina Faso, um nascido na Zâmbia e outro da Tanzânia, depois que a mina de zinco Perkoa sofreu inundação. 

“Foi depois de um alerta de evacuação emitido após a inundação do local que se constatou a ausência dos mineradores e que começou a operação de resgate” com a ajuda de bombeiros e engenheiros, explicou um trabalhador da mina, que pediu anonimato à AFP.

Os socorristas se concentram em extrair a água que foi deixada pelas fortes chuvas dos últimos dias, disse o trabalhador.

“Estão presos na mina embaixo da terra há duas semanas pela chuva e não temos notícias deles”, contou Andre Bamouni, parente de um dos homens presos, que disse não ter informações sobre as tarefas de resgate nem sobre a possibilidade de encontrá-los com vida.

Para Bamouni, a situação é “crítica” já que as chances de sobrevivência se “reduzem a cada dia”, mas afirma que ainda tem “esperança”. 

O primeiro-ministro de Burkina Faso, Albert Ouedraogo, visitou a mina no final de semana e afirmou que a tragédia é responsabilidade daqueles que estavam a cargo da mina, acrescentando que dias antes houve descargas a céu aberto que fragilizaram o túnel.

Ouedraogo anunciou a abertura de uma investigação para determinar as responsabilidades e que os funcionários das minas não seriam autorizados a deixar o país enquanto isso.

As famílias de seis mineradores denunciaram quem for considerado culpado, com denúncias por homicídio involuntário, colocar a vida de terceiros em risco e por omissão de socorro a pessoas em perigo.

AFP

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