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Seis mortos em novos ataques dos EUA contra embarcações de supostos traficantes de drogas no Pacífico

Com novas mortes, ofensiva antidrogas de Washington chega a 76 vítimas; ONU cobra investigação sobre execuções extrajudiciais em ações autorizadas por Trump

Redação Jornal de Brasília

10/11/2025 13h23

Foto: HANDOUT / US SECRETARY OF DEFENSE PETE HEGSETH'S X ACCOUNT / AFP

Foto: HANDOUT / US SECRETARY OF DEFENSE PETE HEGSETH’S X ACCOUNT / AFP

Mais seis pessoas morreram em ataques dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Pacífico, disse o secretário da Defesa, Pete Hegseth, nesta segunda-feira (10).

Com isso, o número total de mortes na controversa ofensiva antidrogas de Washington em águas internacionais no Pacífico e no Caribe chega a 76.

Hegseth afirmou na rede X que houve dois ataques no domingo no Pacífico leste contra duas embarcações “que transportavam narcóticos”, com três pessoas a bordo de cada uma.

“Os seis morreram. Nenhuma força americana ficou ferida”, disse ele.

As autoridades dos Estados Unidos, como fizeram em todos os ataques desse tipo, não revelaram a identidade dos falecidos, nem apresentaram provas de que traficavam drogas.

Hegseth afirmou que as duas embarcações eram “operadas por organizações terroristas designadas”, sem detalhar o nome dos grupos.

Trump enviou uma carta ao Congresso na qual declarava os Estados Unidos em “conflito armado” contra os cartéis de drogas latino-americanos para justificar os ataques.

Os Estados Unidos destruíram 19 lanchas e um submersível.

Em um vídeo compartilhado por Hegseth, pode-se ver que uma das embarcações transportava vários pacotes.

– Mobilização no Caribe –

“Sob a liderança do presidente Trump, estamos protegendo a pátria e acabando com esses terroristas dos cartéis que querem fazer mal ao nosso país e ao nosso povo”, afirmou Hegseth.

Os Estados Unidos mobilizaram navios de guerra no Caribe para combater o narcotráfico, embora o governo da Venezuela considere que o objetivo seja derrubar Nicolás Maduro.

Nos próximos dias, espera-se a chegada à região do porta-aviões USS Gerald R. Ford.

Especialistas afirmam que essas operações, iniciadas em setembro no Caribe, equivalem a execuções extrajudiciais, mesmo quando direcionadas contra traficantes.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou nesta segunda-feira que há “fortes indícios” de que violam o direito internacional em matéria de direitos humanos.

“Pedi ao governo dos Estados Unidos que investigue em primeiro lugar, porque devem se perguntar: isso se trata de violações do direito internacional em matéria de direitos humanos? São execuções extrajudiciais?”, declarou Turk à AFP.

“Há fortes indícios de que sim, mas devem investigá-lo”, acrescentou.

AFP

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