O presidente do Egito, click Hosni Mubarak, afirmou hoje que tudo o que preocupa Israel no cessar-fogo com as milícias palestinas em vigor na Faixa de Gaza é conseguir a libertação do soldado Gilad Shalit, que é mantido refém há dois anos.
Mubarak fez a afirmação durante uma entrevista a uma rede de TV israelense na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde hoje se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert.
O presidente egípcio disse que Israel não tem com o que se preocupar, já que o Hamas não tem como “aproveitar a trégua para transferir” Shalit da Faixa de Gaza para “um lugar secreto”.
Segundo Mubarak, se os milicianos se deslocarem da faixa territorial para Al-Arish, uma localidade egípcia próxima, “todo mundo saberá”.
No entanto, o chefe de Estado não quis entrar em detalhes sobre uma possível reabertura da passagem de Rafah entre Gaza e Egito, que permanece fechada há um ano e cujo funcionamento depende do sinal verde de Israel.
Para Mubarak, condicionar a reabertura da passagem à libertação de Shalit, como quer Israel, estragaria tudo.
“Efetuamos grandes esforços, nos quais se envolveram israelenses e palestinos, e esperamos que a trégua dure”, disse, em referência à mediação do Cairo no cessar-fogo temporário, iniciado na quinta-feira passada e violado hoje pela Jihad Islâmica.
A respeito da trégua, que tem uma duração inicial de seis meses, Mubarak disse que “é preciso ser otimista” e “ter esperança”, porque, “se não houver otimismo, não haverá nada”.
“O acordo do cessar-fogo já está feito e, em qualquer pacto, uma parte pode rescindi-lo e provocar um problema”, lembrou Mubarak, que, em seguida, pediu que Israel e o Hamas sejam realistas quanto à possibilidade de conseguirem seus objetivos pelo uso da força.