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Premiê da Espanha e prédios públicos de Madri recebem cinco cartas-bomba

Os envios ocorrem um dia depois de uma correspondência também com explosivos ser enviada à Embaixada da Ucrânia na Espanha

Redação Jornal de Brasília

01/12/2022 8h32

Foto: OSCAR DEL POZO / AFP

O gabinete do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a sede do Ministério da Defesa do país e a base área de Torrejón de Ardoz, em Madri, receberam cinco cartas-bomba nesta quinta-feira, dia 1º. Todas foram detectadas antes de serem abertas e não há feridos, informou o governo espanhol.

A polícia nacional espanhola ativou o protocolo antiterrorista no país inteiro, o que autoriza policiais e esquadrões antibombas a fazer operações especiais de bloqueio de estradas e aeroportos e busca e apreensões.

Os envios ocorrem um dia depois de uma correspondência também com explosivos ser enviada à Embaixada da Ucrânia na Espanha, também em Madri. A carta era destinada ao embaixador e levou Kiev a ordenar o reforço na segurança em todas as representações diplomáticas. Um funcionário sofreu ferimentos leves na mão, segundo a polícia espanhola.

A detonação aconteceu por volta das 9h (horário de Brasília) no jardim da embaixada, quando um funcionário manuseou a carta, endereçada ao diplomata Serhii Pohoreltsev. Após ser ferido levemente, o funcionário seguiu por conta própria para um hospital. A polícia isolou o local, situado em um bairro residencial da capital espanhola.

A Espanha, ao lado de países da União Europeia, apoia o governo da Ucrânia na guerra no país e envia armamentos ao Exército ucraniano. Além da Embaixada ucraniana e dos edifícios do governo, uma fabricante de armas espanhola sediada na capital do país também recebeu uma carta-bomba.

O Ministério do Interior do país ordenou que policiais e o esquadrão antibombas reforcem a segurança em todos os prédios públicos e sedes diplomáticas de Madri nesta quinta-feira. Segundo o governo da Espanha, todas as correspondências foram enviadas de dentro do país e estão sendo rastreadas. A polícia ainda não apontou suspeitos.

Estadão Conteúdo

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