Menu
Mundo

Papa chora ao falar da guerra na Ucrânia ‘martirizada’

Em sua oração pública do Angelus na Praça de São Pedro, o papa já havia evocado “o desejo universal de paz”

Redação Jornal de Brasília

08/12/2022 13h59

Pope Francis (L), escorted by Vicar General of Rome, Cardinal Angelo De Donatis (Rear C) and Rome mayor Roberto Gualtieri (R) prays during traditional visit on December 8, 2022 to the statue dedicated to the Immaculate Conception near Piazza di Spagna in central Rome, celebrating the Solemnity of the Immaculate Conception. (Photo by Vincenzo PINTO / AFP)

O papa Francisco não conteve as lágrimas ao falar da guerra que afeta a “martirizada” Ucrânia, numa cerimônia pública na tarde desta quinta-feira (8) no centro de Roma. 

Por ocasião da tradicional cerimônia de homenagem à Virgem Maria na festa da Imaculada Conceição, o papa visitou a Praça da Espanha esta tarde e rezou diante do monumento à Virgem.

“Virgem Imaculada, hoje gostaria de lhe trazer o agradecimento do povo ucraniano…”, disse ele, lendo seu discurso, antes de parar emocionado.

Com o corpo trêmulo, o papa ficou em silêncio por alguns segundos, e então a multidão o aplaudiu calorosamente.

Em seguida, retomou a fala, apoiando-se no braço da cadeira, mas permanecendo de pé, “o agradecimento do povo ucraniano pela paz que há muito tempo pedimos ao Senhor. Ao invés, devo lhe apresentar a súplica das crianças, dos idosos, dos pais e das mães, dos jovens daquela terra martirizada”, continuou com a voz embargada pela emoção. 

“Olhando para ti, que és sem pecado, podemos continuar a acreditar e esperar que o amor vença o ódio, que a verdade vença a falsidade, que o perdão vença a ofensa e que a paz prevaleça sobre a guerra. Assim seja!”, concluiu.

Em sua oração pública do Angelus na Praça de São Pedro, o papa já havia evocado “o desejo universal de paz, especialmente para a martirizada Ucrânia que tanto sofre”. 

O pontífice argentino tem defendido incansavelmente a paz desde o início da invasão russa, um tema que ele cita regularmente em seus discursos. 

Em entrevista publicada no final de novembro pela revista jesuíta americana America, o papa havia denunciado a “crueldade” que a Ucrânia enfrenta diante da ofensiva russa. 

© Agence France-Presse

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado