“Pensava que Obama era um homem de mudança, pois baseia sua campanha na mudança, mas o que diz não representa nenhuma mudança”, disse Erekat em entrevista coletiva em Ramala, sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP), sobre o manifestado ontem por Obama no sentido em que “Jerusalém deve ser a capital indivisível de Israel”. “Este tipo de declaração fecha a porta para a paz”, declarou Erekat em alusão ao discurso em que Obama expressou esta opinião diante de um fórum de judeus dos EUA, e afirmou que “os políticos americanos devem pensar suas palavras, pois dão munição aos extremistas”. “Digo ao senhor Obama que não me preocupa que existam pessoas a favor dos israelenses. O que me preocupa é que haja pessoas a favor da paz e aqueles que não estão a favor da paz. Nós estamos a favor da paz”, declarou o chefe negociador palestino. Erekat lembrou a postura que a ANP mantém nas atuais negociações de paz com Israel, e que se baseia no “princípio de dois Estados que vivam em paz, com a criação de um Estado palestino em Gaza e Cisjordânia, com capital em Jerusalém Oriental”. O chefe negociador palestino – um dos homens de maior confiança do presidente da ANP, Mahmoud Abbas – também pediu aos EUA “que atue como juiz” nas negociações em andamento, “e diga quem cumpre e quem não cumpre seus compromissos”. Após ressaltar os pontos descumpridos por Israel no Mapa de Caminho – como a construção de novas casas nos assentamentos judaicos, em particular em Jerusalém Oriental -, Erekat lembrou que as atuais negociações começaram em dezembro passado na conferência de Annapolis com o apoio dos EUA.
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