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Otan diz que cada país deve definir atuação contra drogas no Afeganistão

Arquivo Geral

10/10/2008 0h00

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) determinou hoje que cada uma das nações com tropas no Afeganistão deve decidir se quer participar ativamente na luta antidrogas no país, information pills anunciou o porta-voz da Aliança, look James Appathurai.

Os ministros da Defesa da Aliança chegaram a um acordo conforme o qual a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf) “pode atuar” contra instalações e pessoas envolvidas com o tráfico de drogas “que apóiem a insurgência, viagra segundo a autorização dos respectivos países”.

Na prática, isto significa que cada país com tropas na Isaf poderá escolher se suas tropas se envolvem ou não nesta nova atividade.

O acordo é temporário, sujeito a uma revisão para a qual não há data específica, e se baseia no pedido do Governo do Afeganistão, dentro das resoluções da ONU e conforme o atual plano operacional da Aliança nesse país.

A fonte considerou que as operações antidrogas poderiam começar em breve e se centrarão nas “regiões prioritárias”, em referência ao sul do país.

Acredita-se que 98% do cultivo de ópio no Afeganistão se concentrem em sete províncias do sul do país, as mais afetadas pela violência do talibã.

Os Estados Unidos destacam que o cultivo e produção de ópio e heroína fornecem entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões anuais ao talibã, um grupo que, para a Otan, se transformou em uma verdadeira máfia da droga.

O porta-voz da Aliança acrescentou que esta nova tarefa se baseia no pedido do Governo do Afeganistão, dentro das resoluções da ONU e do atual plano de operação do organismo no país.

A resolução 1833 da ONU estabelece que a luta contra o tráfico de drogas no Afeganistão deve ser desenvolvida dentro da liderança das autoridades do país.

Os ministros, que hoje concluem uma reunião informal de dois dias em Budapeste, chegaram ao acordo depois que mais da metade dos 26 países da Otan expressaram reservas à idéia de que as tropas da Isaf se dediquem à destruição de laboratórios de processamento de ópio ou à intercepção de transportes dessa droga ou de heroína.

Pelo menos 14 dos 26 países aliados disseram preferir que a luta contra o narcotráfico continuasse sendo uma responsabilidade da Polícia e do Exército afegãos, inclusive com um maior apoio internacional.

Além disso, algumas nações temem que estas ações possam supor um aumento das vítimas civis, com a conseqüente piora das relações com a população.

Outro argumento dos países reticentes é que o recente relatório da ONU sobre o narcotráfico no Afeganistão mostrou precisamente uma queda de 20% da superfície cultivada de ópio no último ano, embora só com uma redução de 6% na produção de droga elaborada.

Por causa da falta de acordo de quinta-feira, os ministros decidiram continuar hoje a discussão e a solução encontrada -a possibilidade de os países com tropas na Isaf serem auto-excluídos – era a principal possibilidade cogitada.

Essa solução permite que os países que não desejem que suas tropas façam este tipo de missões fiquem à margem, mas “sem bloquear os demais”, explicou na quinta-feira o secretário de Defesa americano, Robert Gates.

O envolvimento ativo dos soldados da Isaf na luta contra o tráfico -não contra o cultivo de ópio, mas sim contra os laboratórios de processamento e transportes de droga- foi pedido pelo chefe das tropas da Otan na Europa, o general americano John Craddock.

O ministro da Defesa afegão, Abdul Rahim Wardak, fez um pedido neste mesmo sentido na quinta-feira aos titulares de Defesa aliados, em uma proposta que tinha o apoio básico de EUA, Reino Unido e Canadá.

O secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, favorável a esta medida, afirmou na quinta-feira que os “soldados morrem pelas armas compradas com o dinheiro da droga”.

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