Os países da Organização dos Estados Americanos adotaram hoje uma nova estratégia para combater as drogas no continente, que insiste no respeito aos direitos humanos e a consideração da dependência como uma doença crônica.
Os membros da OEA se comprometeram, além disso, a revisar e atualizar a estratégia anterior – criada há 13 anos -, fortalecer o papel das autoridades nacionais, impulsionar as campanhas públicas e fomentar a cooperação internacional.
A nova estratégia, que responde à chamada feita pelo secretário-geral José Miguel Insulza há um ano, se baseia nos princípios do pleno respeito ao Direito Internacional e à Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo a OEA.
Além disso, chama a atenção sobre o impacto das drogas entre os mais desfavorecidos e entre as mulheres, o papel que a sociedade civil pode ter e a necessidade da cooperação entre os países.
Para Insulza, o anúncio de hoje constitui “um fato gratificante”, porque revela que o esforço para combater o problema “não é estéril e alcança resultados como este”.
A apresentação da iniciativa coincidiu hoje com o início do período de sessões da Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (CICAD).
O presidente da CICAD, David T. Johnson, assegurou que a estratégia “responde às necessidades não só dos pequenos países, mas também dos maiores, e também de nações com desafios especiais como as do Caribe”.
Expressou sua satisfação pelo que considera “um bom marco base sobre o qual construir, ao longo dos próximos meses, um plano de ação”.
O secretário-executivo da CICAD, James Mack, explicou que desde a última estratégia antidrogas houve muitos avanços no mundo das drogas em todos os aspectos: na redução da demanda, no tratamento e na redução da oferta, entre outros.
“Estes novos conceitos se veem refletidos nesta nova estratégia”, afirmou.