O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou nesta sexta-feira a Cartagena, na Colômbia, para participar de sua segunda Cúpula das Américas, após uma breve visita à Flórida, na qual ressaltou a importância das relações comerciais com a América Latina. Na última hora desta sexta-feira, Obama participará do jantar de boas-vindas oferecido pelo anfitrião da cúpula, o presidente colombiano Juan Manuel Santos, aos outros governantes participantes da cúpula.
Obama terá uma reunião bilateral com Santos no domingo ao término da cúpula e outra nesse mesmo dia com um grupo de líderes caribenhos. No sábado manterá um encontro com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, segundo fontes desse país, embora a Casa Branca não tenha confirmado a reunião.
A relação entre EUA e Argentina não está em seu melhor momento desde a recente decisão de Obama de suspender temporariamente os benefícios comerciais a esse país. Além de participar da cúpula, Obama discursará no sábado em um fórum empresarial junto com Santos e a presidente Dilma Rousseff, com quem se reuniu na segunda-feira passada em Washington.
Antes de chegar a Cartagena, o presidente fez uma breve parada em Tampa, na Flórida, para explicar a importância das relações comerciais com a América Latina e anunciar várias medidas para estimular as pequenas e médias empresas americanos a aumentarem suas exportações à região.
Obama também quer aproveitar a cúpula deste final de semana em Cartagena para enfatizar precisamente a importância de aumentar os vínculos comerciais e econômicos com o continente. Segundo a Casa Branca, o aumento desses laços dará um impulso ao crescimento nos EUA e criará empregos, no momento em que a recuperação econômica é um dos assuntos que mais preocupa o eleitorado.
Quanto aos assuntos polêmicos, a Casa Branca já antecipou que Obama defenderá em Cartagena que Cuba deve cumprir os mesmos compromissos democráticos que os demais para comparecer às próximas cúpulas, assim como a ideia que a descriminalização não é a solução na luta antidrogas.
A popularidade de Obama na América Latina caiu nos últimos dois anos, passando de 62% de apoio em 2009 para 47% em 2011, segundo destacou nesta quinta-feira o Instituto Gallup.