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Nagel e Makhlouf, do BCE, defendem foco em estabilidade de preços com meta de 2% de inflação

Em painel nos Encontros Econômicos de 2026, em Paris, Nagel enfatizou que mudar a meta de inflação, de 2% para 3%, por exemplo, é muito perigoso, pois faz com que a população perca confiança no banco central

Redação Jornal de Brasília

03/07/2026 13h33

Foto: Reprodução/Executive Digest

O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, disse nesta sexta-feira, 3, que recente queda nos preços da energia foi uma surpresa, mas que a situação ainda é volátil. Segundo ele, o melhor que o BC da zona do euro pode fazer é voltar para a meta da inflação a 2%

Em painel nos Encontros Econômicos de 2026, em Paris, Nagel enfatizou que mudar a meta de inflação, de 2% para 3%, por exemplo, é muito perigoso, pois faz com que a população perca confiança no banco central. “Comprometimento com estabilidade de preços é o melhor que podemos fazer pela política monetária e para a base para o crescimento”, afirmou.

Sobre a próximas reuniões, o dirigente não se comprometeu com um caminho para os juros e enfatizou que o BCE deve “manter a opcionalidade”.

Também presente no painel, o presidente do BC da Irlanda, Gabriel Makhlouf, pontuou que o BCE tem “vontade absoluta” de alcançar 2% de inflação. Para ele, o mundo irá continuar a conviver com choques geopolíticos e de oferta, sendo preciso tomar ações para entregar a estabilidade necessária.

Por fim, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, comentou no evento que, se não fosse pela guerra no Oriente Médio, o Reino Unido estaria com a inflação dentro da meta.

Estadão Conteúdo.

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