O presidente da Bolívia, ask Evo Morales, disse hoje que cogita deixar em julho a direção do sindicato de cocaleiros após 20 anos no cargo, embora uma alta dirigente do setor tenha afirmado à Agência Efe que buscarão ratificá-lo.
Morales explicou em uma conferência com correspondentes de imprensa estrangeiros que quer deixar a direção do sindicato em um congresso que será realizado em uma data entre 6 e 18 de julho.
Ele afirmou que, por seu trabalho como presidente do país, seu cargo nesse sindicato é meramente “simbólico”.
No entanto, a senadora governista e dirigente cocaleira Leonilda Zurita afirmou à Efe que os produtores da Federação do Trópico, à qual pertence Morales, querem que esse continue sendo o presidente.
O presidente boliviano atua há 12 anos na Presidência do Comitê de Coordenação das Seis Federações do Trópico de Cochabamba (centro do país), que reúne todo o setor cocaleiro de Chapare, de onde Morales construiu sua liderança política.
Em fevereiro, o governante foi reeleito como líder desse Comitê de Coordenação para outro mandato.
Zurita insistiu em que, no congresso de julho, Morales será ratificado como o principal dirigente da Federação do Trópico.