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Monitor é condenado na França por agredir sexualmente uma criança

Até o momento, o Ministério Público de Paris investiga possíveis atos de violência de diferentes tipos em 84 escolas de educação infantil, cerca de 20 escolas de ensino fundamental e dez creches

Redação Jornal de Brasília

10/07/2026 11h42

violencia contra crianca

© Elza Fiuza/Arquivo Agência Brasil

Um monitor de crianças foi condenado nesta sexta-feira (10) a 18 meses de prisão com suspensão da pena por ter agredido sexualmente uma menina que estava sob seus cuidados em um centro de atividades de Paris, quando ela tinha entre três e cinco anos.

Desde o início de 2026, 52 monitores responsáveis pelas crianças durante o horário do refeitório ou após as aulas nas escolas francesas foram suspensos por “suspeitas de violência sexual ou sexista”, segundo a prefeitura de Paris.

Até o momento, o Ministério Público de Paris investiga possíveis atos de violência de diferentes tipos em 84 escolas de educação infantil, cerca de 20 escolas de ensino fundamental e dez creches.

A condenação desta sexta-feira ocorreu pouco depois de outros dois monitores parisienses terem sido absolvidos recentemente de acusações semelhantes.

“Estamos satisfeitos porque a menina foi ouvida”, disse o advogado da família, Charles Héran, após a audiência. “É uma decisão extremamente encorajadora.”

Os fatos pelos quais o acusado foi condenado ocorreram entre julho de 2023 e outubro de 2025, quando a menina contou o que havia acontecido aos pais.

O tribunal penal de Paris destacou “a coerência” e a constância do relato da menina, em contraste com as “declarações contraditórias” do acusado, que nunca mais poderá exercer qualquer atividade que envolva contato com menores.

O tribunal também levou em consideração fotos encontradas no celular do monitor, que “mostravam que havia contato físico” com as crianças, embora isso fosse proibido.

O condenado tem dez dias para recorrer da decisão.

“Esperamos sinceramente” que o monitor “não recorra [da sentença], que compreenda esta decisão e cumpra o tratamento que lhe foi imposto”, declarou o advogado da família.

AFP

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