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Ministros da Energia e da Justiça da Ucrânia renunciam em meio a escândalo de corrupção

Svitlana Grynchuk e German Galushchenko deixam os cargos após pedido de Zelensky; investigação aponta desvio de US$ 100 milhões envolvendo a estatal Energoatom

Redação Jornal de Brasília

12/11/2025 13h25

Foto: Reprodução/AFP

Foto: Reprodução/AFP

A ministra ucraniana da Energia, Svitlana Grynchuk, e o da Justiça, German Galushchenko, anunciaram nesta quarta-feira (12) sua renúncia, pouco depois de o presidente Volodimir Zelensky pedir sua demissão devido a um escândalo de corrupção que abala o país.

“Os ministros apresentaram sua renúncia em conformidade com a lei”, afirmou a primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, no Telegram.

Zelensky havia dito pouco antes que ambos os ministros não podiam “continuar em seus cargos” e acrescentou que era “absolutamente inaceitável” que continuassem existindo “esquemas [de corrupção] no setor energético” do país em meio aos bombardeios russos.

As renúncias de ambos os ministros ainda precisam ser validadas pelo Parlamento.

O caso de corrupção afeta principalmente Galushchenko, que foi ex-ministro da Energia, e um aliado de Zelensky, Timur Minditch, que deixou a Ucrânia pouco antes de o escândalo estourar.

A ministra da Energia não foi oficialmente citada na investigação, mas, segundo a mídia ucraniana, é considerada uma pessoa de confiança de seu antecessor.

As autoridades anticorrupção anunciaram esta semana que desmantelaram uma ampla rede de corrupção que desviou 100 milhões de dólares (quase 540 milhões de reais).

O esquema teria sido orquestrado por Minditch, em particular em torno da empresa nuclear nacional Energoatom.

Segundo a investigação, Galushchenko participou dele quando atuava como ministro da Energia.

AFP

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