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México exige que Equador admita que invadiu sua embaixada e violou asilo para prender ex-vice

Claudia Sheinbaum afirmou que retomada das relações diplomáticas depende de um pedido de desagravo após a operação que prendeu o ex-vice-presidente Jorge Glas

Redação Jornal de Brasília

07/07/2026 14h13

A presidente do México, Claudia Sheinbaum

Foto: Alfredo ESTRELLA / AFP

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, exigiu, nesta terça-feira (7), que o Equador reconheça que “invadiu” a embaixada mexicana em Quito e violou o “asilo” concedido pelo governo mexicano ao ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.

Glas foi detido em abril de 2024 durante uma ação da polícia equatoriana na embaixada do México em Quito, que provocou o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países.

Nesta terça, Sheinbaum exigiu, em resposta a uma pergunta durante sua coletiva de imprensa diária, o “reconhecimento” do governo equatoriano “de que invadiram a embaixada (…), de que esta pessoa estava asilada”.

O ex-funcionário tinha se refugiado na embaixada mexicana em dezembro de 2023. Em 2017, Glas tinha sido condenado por corrupção, mas foi libertado cinco anos depois por um habeas corpus que foi revogado em seguida.

Sheinbaum afirmou que restaurar as relações bilaterais sem que exista um reconhecimento oficial e formal de parte do Equador significaria esquecer que este país invadiu sua delegação diplomática, agrediu cidadãos mexicanos que estavam nela e deteve uma pessoa que tinha recebido seu asilo.

“Tem que haver um desagravo” do governo equatoriano, exigiu.

AFP

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