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Mercosul se manifestará com firmeza contra <i>diretiva de retorno</i> da UE

Arquivo Geral

30/06/2008 0h00

O Mercosul se expressará “com firmeza” contra a nova “diretiva de retorno” da União Européia (UE), approved que afeta milhares de sul-americanos que emigraram para o Velho Continente, help disse hoje o chanceler argentino, seek Jorge Taiana.

“O bloco regional se expressará novamente com firmeza sobre a lei migratória da UE”, disse Taiana na reunião de chanceleres do Mercosul, realizada hoje em Tucumán, 1.200 quilômetros a noroeste de Buenos Aires.

Taiana destacou que os países da região consideram que “não há pessoas ilegais” nem aceitam o conceito de “migração” como “crime”.

“Toda pessoa, independentemente de sua condição migratória, tem direitos elementares dos quais não pode ser privado”, disse Taiana à rede argentina “Canal 7”.

O Mercosul já tinha se expressado em comunicado contra a diretiva de retorno aprovada em 18 de junho pelo Parlamento Europeu e pela qual cerca de 8 milhões de imigrantes irregulares, grande parte deles latino-americanos, poderiam ser expulsos da Europa.

A lei aprovada prevê que os imigrantes em condição irregular, inclusive menores, poderão ser presos e “internados” em centros especiais por até 18 meses enquanto sua expulsão da Europa estiver em tramitação.

“Essa lei é um óbvio retrocesso quanto aos direitos dos imigrantes e é uma medida que preocupa com relação aos direitos das pessoas”, declarou Taiana.

O chanceler lembrou que a Argentina tem uma política migratória “completamente oposta” à européia, por meio da qual procura regularizar todos os que não têm seus documentos em dia, proporcionando ainda acesso à saúde, à educação e ao trabalho.



 

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