O senador republicano John McCain lançou hoje um novo aviso publicitário com o qual procura se distanciar da Presidência de George W. Bush, tadalafil ao se apresentar como um político independente que lutou contra os interesses especiais de Washington.
O lançamento do anúncio coincidiu com um discurso sobre energia do adversário democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, em Ohio, no qual afirmou que escolher McCain representaria quatro anos mais das políticas fracassadas de Bush.
O último spot publicitário da campanha de Obama afirma que McCain é um político vendido às grandes petrolíferas e lembra que o senador conservador recebeu milhões em contribuições eleitorais dessa indústria.
O anúncio divulgado hoje por McCain procura desfazer esses mitos.
O comercial reconhece que as coisas em Washington não funcionam bem e destaca que o país está pior do que há quatro anos.
“Só McCain lutou contra as grandes tabaqueiras, as farmacêuticas, a corrupção em ambos os partidos”, diz o narrador.
“Reformará Wall Street, lutará contra as grandes petrolíferas, fará que os Estados Unidos prospere de novo. É o inconformista nato”, indica o anúncio, que insiste na fama de independente de McCain, que entrou em conflito com o partido em diferentes ocasiões em temas como a Guerra do Iraque ou assuntos fiscais.
Além disso, a campanha do senador lembrou hoje que Obama votou a favor da lei energética de 2005 respaldada pela Casa Branca e que ofereceu subsídios multimilionários para a produção de petróleo e gás natural.
McCain se opôs à lei, ao argumentar que incluía bilhões de incentivos fiscais desnecessários para a indústria petrolífera.
A campanha de Obama defende que o senador por Illinois a apoiou porque incluía enormes investimentos em energias renováveis.
Obama propôs investir US$ 150 bilhões em energias renováveis nos próximos anos para conseguir, assim, que os Estados Unidos obtenham 10% de sua energia de fontes limpas até 2012, mais do dobro do número atual.
Hoje, McCain visitou uma usina nuclear em Detroit (Michigan) na qual defendeu o plano de construir 45 novas usinas nucleares no país até 2030.
O senador republicano menciona freqüentemente o caso da França, que obtém 80% da energia consumida de fontes nucleares.