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McCain e Obama internacionalizam campanha presidencial

Arquivo Geral

04/07/2008 0h00

O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, information pills John McCain, clinic levou sua campanha eleitoral para a Colômbia e o México, e seu adversário, o democrata Barack Obama, prepara-se para fazer o mesmo com sua própria viagem ao exterior.

Um presidenciável sair do país a menos de quatro meses das eleições é algo muito incomum, mas realça a importância que tem a política externa na agenda desse candidato.

Os oito anos de mandato do presidente George W. Bush serão lembrados, principalmente, por suas ações no exterior. Agora, tanto McCain como Obama buscam definir seu próprio caminho na área.

O candidato democrata deixou isso claro hoje, em um discurso em Fargo (Dakota do Norte), durante o qual disse que o país deve colocar de novo a diplomacia no centro de sua estratégia de segurança e mostrar que está disposto a negociar diretamente com o Irã, assim como fez com a Coréia do Norte.

“Esse tipo de diplomacia enérgica é um complemento de nosso poder militar e é a forma de evitar que nossos jovens sejam colocados em situações em que talvez não tenham que estar”, disse.

McCain, por sua vez, comemorou o feriado da Independência americana em seu rancho no Arizona, não comparecendo a atos públicos.

Ontem, no entanto, ele encerrou sua visita aos dois aliados mais próximos dos Estados Unidos na América Latina, Colômbia e México, países em que ressaltou seu apoio aos tratados de livre-comércio negociados com Washington, postura que se diferencia da de Obama.

Segundo alguns especialistas, a posição do republicano é arriscada, pela ambigüidade ou até pela aberta hostilidade que muitos americanos, especialmente os de estados industriais como Pensilvânia, Michigan e Ohio, tem em relação ao livre-comércio.

No entanto, a comunidade empresarial dos EUA abraça o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) em vigor com o México e o Canadá, assim como o assinado com a Colômbia, cuja validação depende seua aprovação no Congresso.

Por outro lado, Obama disse que renegociará o Nafta se for eleito e que é contra o acordo com a Colômbia, dada a violência que os sindicalistas do país andino sofrem.

No México, McCain também defendeu a construção de muros e barreiras virtuais com tecnologia de detecção de movimentos na fronteira com os EUA, passo que, segundo disse, seria prévio à reforma migratória em seu país.

Como senador, McCain foi um dos grandes defensores da regularização dos 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos, mas, diante da pressão da base republicana, agora diz que, antes, seu país deve garantir a segurança na fronteira.

O republicano esperar que sua posição moderada – em comparação com a de muitos de seus correligionários – se traduza em votos da comunidade latina, da qual recebeu grande apoio no passado.

Mas, por enquanto, a tática ainda não rendeu frutos. Uma pesquisa do Centro Hispano Pew revelou esta semana que apenas 29% dos latinos apóiam McCain, contra 59% que disseram que votariam em Obama.

De acordo com os especialistas, McCain se ressente por pertencer a um partido que muitos hispânicos associam à linha dura contra a imigração.

Assim como McCain fez, Obama sairá dos Estados Unidos nas próximas semanas, embora por razões diferentes.

A campanha de McCain aponta a falta de experiência do senador de Illinois em política externa como um de seus pontos fracos.

Com uma visita à Europa, Obama tentará mostrar sua disposição em colaborar com outras nações, em contraste com o freqüente unilateralismo do Governo Bush.

Certamentem ele será muito bem recebido em vários países do continente, onde há cansaço após oito anos de relações constantemente tensas com a Administração atual.

Obama também fará uma visita a Israel, com a qual espera dar cabo aos rumores sobre sua suposta falta de apoio a esse Estado e seus laços com Louis Farrakhan, um líder negro acusado de anti-semitismo.

O candidato democrata também visitará o Afeganistão e o Iraque, lugares onde McCain já esteve várias vezes.


 

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